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Preservação

Sustentabilidade virou uma questão de saúde

Repensar hábitos de consumo entrou na agenda da sociedade

Publicado em 15 de Setembro de 2018 às 00:58

Redação de A Gazeta

Publicado em 

15 set 2018 às 00:58
Nos anos 60, enquanto muitos pensavam em desmatar, Ricardo Sardi decidiu reflorestar a área onde vive, em Alfredo Chaves. Hoje a propriedade tem 40 nascentes Crédito: Bernardo Coutinho
Não é de hoje que o termo sustentabilidade entrou no vocabulário das pessoas, sobretudo quando o foco é preservação do meio ambiente. Mas, embora as palavras tenham força no âmbito social, só reproduzi-las não muda o cenário das cidades: poluição, seca, desmatamento, ocupação desordenada, entre outros problemas, são visíveis nos grandes centros e no interior. Para transformar essa realidade, cada um precisa agir e, por vezes, medidas simples adotadas no dia a dia fazem a diferença.
Para o engenheiro ambiental Bruno Navarro Figueiredo, do Núcleo de Negócios Sustentáveis Camaleão, as pessoas precisam aplicar os 5 “erres”: repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar, o que se traduz em consumo consciente.
“Devemos repensar os nossos consumos e analisar o que realmente é necessário; precisamos recusar que consumir é sinônimo de felicidade e dar mais valor ao que realmente importa nesta vida (saúde, pessoas, espiritualidade e o ecossistema); temos que reduzir o consumo de novos produtos; e ter como princípios a reutilização dos materiais e a reciclagem”, relaciona.
Além disso, Bruno aponta para o que mais o preocupa quando se trata de meio ambiente no Espírito Santo, que é a necessidade de universalizar o saneamento básico, conservar e recuperar matas e nascentes e combater a poluição atmosférica.
Questionado sobre preservação de nascentes, Bruno diz que o primeiro passo é conscientizar as pessoas sobre a importância da conservação. “Caso não tomemos nenhuma atitude, iremos sofrer com a proliferação de doenças. Hoje, no mundo, 1/4 das mortes decorrem da poluição.”
Não seria nem preciso falar ao produtor rural Ricardo Sardi, 81 anos, sobre todos esses cuidados. Numa época em que a maioria das pessoas pensava em derrubar as árvores, nos anos 60, ele decidiu que iria reflorestar a área onde mora, na região de Alfredo Chaves. Em sua propriedade, há cerca de 40 nascentes. Quem conta um pouco dessa história é o empresário Paulo Ricardo Benincá, 27 anos, neto e admirador do avô.
“Ele deixou metade do terreno para fazer plantios e sustentar a familia, comprou uma área desmatada e passou a reflorestar. As pessoas, quando o viam plantar, achavam que ele estava ‘fraco da cabeça’. ‘Onde já se viu, plantar árvores?’, perguntavam”, conta Paulo.
A atitude levantou suspeitas sobre o estado de saúde de Sardi e irritou algumas pessoas que pretendiam avançar com o desmatamento. Mas o produtor rural resistiu ao ponto que, na última grande seca registrada no Estado, só ele mantinha água corrente em suas nascentes. Assim, acabou atraindo o interesse de outros agricultores sobre suas estratégias de conservação.
“Nessa seca, minhas bicas estavam sempre cheias. Por isso, é importante preservar a natureza. Vou continuar fazendo isso, e quero que isso tudo aqui prospere”, finaliza Sardi.
 

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