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Comportamento

Como superar o fim de um relacionamento?

O psicólogo Thalles Contão garante que casais perfeitos e finais sempre felizes só existem nos contos de fadas, e na vida real devemos aprender a lidar com as rompimentos
Redação de A Gazeta

Publicado em 

19 set 2018 às 18:08

Publicado em 19 de Setembro de 2018 às 18:08

. Crédito: Reprodução/ Instagram
PERGUNTA: JORGE
"Só queria que tivesse uma saída para superar a dor do rompimento do meu namoro. Nunca me faltou nada, não tenho do que reclamar, mas a vida é horrível! Estávamos noivos e com muitos planos. Não sei nem se quero mais viver depois disso tudo. Posso treinar minha mente para esquecer esta pessoa?"
Há um mundo no qual as coisas duram eternamente, lá não há rompimentos e todos vivem felizes para sempre, todos amam na mesma medida e quando não amam mais, ninguém sofre. Esse mundo fica lá nos contos de fadas. Provavelmente o círculo de superproteção em que viveu te fez acreditar que existisse em algum lugar assim, depois dos créditos de uma comédia romântica. Como bem disse, você conseguiu chegar a idade adulta “sem ter do que reclamar”, o que te torna um grupo consumidor da ideia de que apostar em uma relação é uma decisão sem consequências.
Nunca te faltou nada até chegar à idade adulta, mas para lidar com frustrações inevitáveis – como a de amar e não ser amado – você continua uma criança amplamente assistida pelos pais. Quem sempre foi amado, não consegue nem perceber que o amor da outra pessoa envolvida na relação dá sinais de que não existe mais, e quando a verdade surge, a ilusão infantil do mundo perfeito some debaixo dos seus pés. Assim, uma vida com tudo e sem motivos reais de insatisfação, fica horrível!
Não acredito que será difícil esquecer sua noiva, acho difícil você aceitar que seus planos deram errado, afinal nunca te faltou nada! A questão não é a pessoa, mas o que planejou a respeito dela e de como ela te fazia acreditar que o mundo era uma extensão da sua segurança familiar, que as coisas não davam errado, e as que davam eram as que podiam ser consertadas.
Como ainda não achou um “conserto”, é mais confortável lamentar o “término inesperado” com muita dor e nenhum reconhecimento de que, talvez, o maior de todos os problemas seja que os “muito planos” eram apenas seus. Não treine sua mente para esquecer uma pessoa, mas para se responsabilizar pela pessoa que foi para ela e, quem sabe, perceber que há algo pelo que ainda lutar. E que a saída para sua dor seja enxergar que havia dor em alguém com quem só encontrava prazer!

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