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Abrindo o Baú

Conheça o capixaba que faz arte com bordados e objetos garimpados

Rick Rodrigues é um dos principais artistas contemporâneos do Espírito Santo. Ele já participou de mais de 40 exposições coletivas e 7 individuais

Publicado em 30 de Maio de 2020 às 09:01

Redação de A Gazeta

Publicado em 

30 mai 2020 às 09:01
Rick Rodrigues
Rick Rodrigues é artista plástico Crédito: Emmanuel Chaves
A arte surgiu cedo na vida de Rick Rodrigues. Ainda criança passava as tardes no quintal de sua casa, em João Neiva, sempre conectado com fantasias, criação de objetos, desenhos e narrativas. Estudou Artes Plásticas, se tornou um dos principais artistas contemporâneos do Espírito Santo, mas não quis deixar sua cidade natal. “Hoje caracterizo meu trabalho como uma obra híbrida. Lido com o desenho, gravuras, objetos familiares ou garimpados, fotografias e bordado sobre diversos suporte, como papel, tecidos, peneiras de cozinha, plástico, fitas, papelão, sacos de pão e caixas de remédios”. Rick já participou de mais de 40 exposições coletivas e 7 individuais. E também faz parte do Almofadinhas, coletivo formado por 3 artistas que têm o bordado como um dos meios para produzir as obras. “Cresci vendo minha mãe costurando peças simples e bordando com ponto cruz. Quando comecei a fazer os primeiros bordados, segui o ponto que aprendi com meu irmão mais velho, o Zenas”. Realizado profissionalmente, ele sonha em continuar trabalhando, inclusive ministrando oficinas de desenho e bordado com crianças do seu bairro e professores de João Neiva, Ibiraçu e Aracruz. “Talvez o meu sonho seja poder continuar fazendo o que faço hoje, até o fim da minha vida. Viver do sistema da arte é risco! Tem que sonhar bastante. Tem que consumir muita poesia diariamente”, diz.

Eu adoro.

A casa de passarinho de madeira. Ela pertenceu ao meu tio Idjalma Rodrigues, irmão do meu pai. Eu brincava com ela quando criança na casa dos meus avós, depois ele a deu para o meu irmão mais velho, Zenas. Guardo há 12 anos. Essa memória é muito influente nos meus trabalhos, tanto os que tratam das casas de passarinhos, como as próprias aves.
A garrafinha de leite de coco, onde guardo os pedaços de linhas que sobram dos arremates de bordados, desde a primeira obra que produzi com costura.
O pedaço do chão do ateliê antigo. Até o início de 2019, meu ateliê era um quartinho no fundo da minha casa. O chão era de cimento batido e uma camada de cimento fino, com uma pintura espontânea feita com pigmentos líquidos.
O bordado em peneiras, o primeiro que fiz sobre peneiras de cozinha. É a reprodução do principal ponto turístico de João Neiva, a maior montanha da cidade. A obra se chama Monte Negro.
O livro “Alice no País das Maravilhas”, edição de 2000. O exemplar pertencia à Biblioteca Municipal de João Neiva. Em uma das minhas visitas, o mesmo estava em uma caixa de descarte/doação. Eu já tinha me relacionado com esse livro, não apenas com a história, mas com esse objeto.
A homenagem ao Dionísio Del Santo, que é o “Livro de Gravuras de Rick Rodrigues”. Um álbum com 10 serigrafias originais minhas e texto de apresentação de Almerinda Lopes. Projeto realizado pela editora Gravura no Brasil, lançado em 2017, na SP-Arte, em São Paulo.

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