A arte surgiu cedo na vida de Rick Rodrigues. Ainda criança passava as tardes no quintal de sua casa, em João Neiva, sempre conectado com fantasias, criação de objetos, desenhos e narrativas. Estudou Artes Plásticas, se tornou um dos principais artistas contemporâneos do Espírito Santo, mas não quis deixar sua cidade natal. Hoje caracterizo meu trabalho como uma obra híbrida. Lido com o desenho, gravuras, objetos familiares ou garimpados, fotografias e bordado sobre diversos suporte, como papel, tecidos, peneiras de cozinha, plástico, fitas, papelão, sacos de pão e caixas de remédios. Rick já participou de mais de 40 exposições coletivas e 7 individuais. E também faz parte do Almofadinhas, coletivo formado por 3 artistas que têm o bordado como um dos meios para produzir as obras. Cresci vendo minha mãe costurando peças simples e bordando com ponto cruz. Quando comecei a fazer os primeiros bordados, segui o ponto que aprendi com meu irmão mais velho, o Zenas. Realizado profissionalmente, ele sonha em continuar trabalhando, inclusive ministrando oficinas de desenho e bordado com crianças do seu bairro e professores de João Neiva, Ibiraçu e Aracruz. Talvez o meu sonho seja poder continuar fazendo o que faço hoje, até o fim da minha vida. Viver do sistema da arte é risco! Tem que sonhar bastante. Tem que consumir muita poesia diariamente, diz.