Nos próximos quatro anos, o maquinista de pátio da Vale Wagner Xavier vai comandar o Sindicato dos Ferroviários, um dos mais fortes e representativos do Estado. Bem articulado e antenado com a nova realidade do mundo sindical e do trabalho, ele critica a reforma trabalhista, mas, ao mesmo tempo, admite que uma parte das entidades dos trabalhadores acomodou-se com o imposto sindical, já extinto, e promete não dar espaço para manifestações de caráter político-partidário na direção do Sindfer. Mas avisa: vai ter luta. "Temos que ter coragem para defender os nossos direitos e os dos nossos colegas de trabalho".