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Leonel Ximenes

No dia da eleição no Espírito Santo, 13% de perfis falsos

Publicado em 28 de Outubro de 2018 às 22:07

Públicado em 

28 out 2018 às 22:07
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes Leonel Ximenes
As redes sociais ficaram agitadas no dia da eleição no ES. Crédito: Divulgação

Dos perfis que citaram os candidatos no dia da eleição nas redes sociais no Espírito Santo, 13% eram de interferência, o que inclui robôs, perfis falsos e perfis militantes criados exclusivamente para interferir no processo eleitoral. Os números foram contabilizados por Sergio Denicoli, pós-doutor em Comunicação e sócio-diretor da AP Exata.

Disputa na rede

Nas redes capixabas, que durante todo o segundo turno estiveram mais voltadas para Jair Bolsonaro, no dia da eleição surpreendeu, colocando Fernando Haddad (PT) em situação de paridade com o candidato do PSL. A amostra é de 6.147 tuítes geolocalizados no Estado.

Constatação

O antipetismo é a maior força política do país.

Força do além

Eleitores de Haddad votaram com livros de não-ficção na mão, mas teve um que foi para as urnas com “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec.

Sem marquetagem

A propósito, do jornalista e editor Carlos Andreazza: “Levar livro pra votar é mole. Quero ver é abrir e ler”.

A explicação

Internautas de outros Estados estranharam o motivo de Magno Malta ter sido derrotado nas urnas no Espírito Santo. É que eles não sabem que o capixaba é, antes de tudo, um sábio.

Dúvida

O Natal está confirmado?

A reação

O mercado financeiro vai estar em festa hoje. Ontem à noite, no Japão, já indicava expressiva alta.

Costurando

Local tradicional de agitação eleitoral, o Colégio São José, no Centro de Vila Velha, estava tranquilo ontem. Tão calmo que o único papel distribuído aos eleitores era um cartão de ateliê de costura.

Toda errada

No mesmo colégio, uma eleitora contava pra todo mundo que havia digitado o número errado, votou no candidato errado e não soube corrigir. E com certo orgulho. Estranho.

Lula na frente

Lula continua a ser o presidente mais votado da história do país. Em 2006, quando foi reeleito, o petista teve 58.295.042 votos; Bolsonaro obteve ontem 57.790.455.

Profética

Nunca a Dilma teve tanta razão: “Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder”.

Que país é este?

Quando o presidente do STF tem que vir a público lembrar que o primeiro ato do presidente eleito é jurar a Constituição, algo está errado.

A gente era feliz

Dizem que tudo começou a piorar depois que tiraram o patrocínio de cerveja da cabine de votação

PT é vice

De um filósofo eleitoral: “O PT achou que era popular como o Flamengo. Ao perceber que não era, passou a chorar como o Botafogo. Aí tentou ganhar no tapetão como o Fluminense. Mas acabou como o Vasco, em segundo lugar”.

Mudou

A camisa da seleção brasileira está sendo mais usada como identidade política do que como uniforme de torcida.

Consolo

Em Paris, Haddad ganhou.

Antivermelha

Talvez a cidade mais antipetista do Estado, Venda Nova do Imigrante deu a Bolsonaro 81% dos votos ontem. No primeiro turno, deu 70%.

Financiou, atirou

De um advogado encarando o resultado eleitoral com humor: “Aguardando a OAB capixaba fazer convênio para termos descontos ao adquirir armas nas Casas Bahia”.

A queda

Entre os dois últimos segundos turnos, o PT perdeu 6,8 pontos percentuais de votos: 51,6% (2014) para 44,8% (2018).

Ivan queria mais

Ivan Carlini, que deu o título de Cidadão Vila-Velhense a João Dória, ficou feliz com a vitória do tucano para o governo de São Paulo. Mas o presidente da Câmara de Vereadores diz que poderia ser melhor: “Se ele fosse candidato a presidente, teria vencido”.

Sai e entra

Com a derrota da Era PT e a vitória de Bolsonaro:

l Sai Venezuela, entra EUA;

l Sai “O Capital”, entra a Bíblia;

l Sai Palestina, entra Israel;

l Sai Chico Buarque, entra Alexandre Frota;

l Sai a língua presa, continua a língua presa.

Alô, Bolsonaro!

O senhor ganhou porque as urnas estavam fraudadas?

Leonel Ximenes

Leonel Ximenes Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.

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