Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Mundo
  • Uruguai anuncia saída do Tiar após resolução contra a Venezuela
Relações exteriores

Uruguai anuncia saída do Tiar após resolução contra a Venezuela

O país foi o único, entre os 19 membros, que votou contra a ativação do mecanismo que permite desde a ruptura das relações diplomáticas com a Venezuela até uma intervenção militar no país

Publicado em 24 de Setembro de 2019 às 14:57

Publicado em 

24 set 2019 às 14:57
Brasília - O ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, durante declaração à imprensa após 51ª Reunião do Conselho do Mercado Comum do Mercosul Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro das relações exteriores uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, anunciou nesta terça-feira (24), em uma coletiva de imprensa na sede da Chancelaria do país, em Montevidéu, que o Uruguai deixará o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar) dentro de dois anos.
O Uruguai foi o único país, entre os 19 membros, que votou contra a ativação do mecanismo que permite desde a ruptura das relações diplomáticas com a Venezuela até uma intervenção militar no país.
O chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, afirmou que a finalidade inicial do tratado era "assegurar a paz, prover ajuda efetiva para fazer frente aos ataques armados e enfrentar as ameaças de agressão contra qualquer país da região". Para ele, a ativação do Tratado representa uma grave violação em matéria de direito internacional, no que se refere ao princípio de resolução pacífica das controvérsias e ao princípio de não-intervenção.
"O Uruguai tomou a decisão de votar contra essa resolução, não a favor do governo da Venezuela, se não a favor do direito internacional e da paz e da institucionalidade das organizações regionais", disse Novoa.
Na noite de segunda-feira (23), os ministros das Relações Exteriores dos países membros do Tratado, reunidos em Nova York, divulgaram nota conjunta com a aprovação de uma resolução que reconhece a “ameaça representada pelo regime ilegítimo de Nicolás Maduro à segurança e estabilidade do Hemisfério”.
De acordo com a resolução, os países poderão investigar e levar à Justiça pessoas do governo de Maduro vinculadas à guerrilha, ligadas ao tráfico de drogas ou terrorismo ou quem for responsável por violações de direitos humanos, corrupção e lavagem de dinheiro. “O objetivo é evitar que a Venezuela continue sendo território livre para atividades ilícitas e criminosas, que constituem graves ameaças à segurança regional, além de castigo sistemático ao povo venezuelano”, diz a nota conjunta.
DESRESPEITO
Para o chanceler do Uruguai, a decisão "é um grave desrespeito ao sistema multilateral. A resolução no seu Artigo Primeiro fala em identificar pessoas ou entidades associadas ao regime de Nicolás Maduro envolvidas em atividades ilícitas de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, terrorismo e seu financiamento e vinculadas a redes de delinquência transnacional com a finalidade de utilizar todas as medidas disponíveis para investigar, perseguir, capturar, extraditar e sancionar os responsáveis. O Uruguai não pode acompanhar nem permitir uma medida desta natureza que permita ingressar estrangeiros em um país para capturar, extraditar e sancionar sem o consentimento daquele país".
A decisão que ativa o Tratado foi tomada por 16 países, dos 19 países-membros, com o objetivo de atuar coletivamente. Entre os países que votaram a favor da resolução estão: Argentina, Bahamas, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, Estados Unidos, e Venezuela.
A Venezuela se retirou do tratado há 6 anos, mas em julho deste ano, a Assembleia Nacional liderada por Guaidó aprovou o retorno do país ao pacto. Além do voto contrário uruguaio, ainda houve uma abstenção, de Trinidad e Tobago, e uma ausência, de Cuba.
Diversos países, inclusive Brasil, Chile, República Dominicana e México já se manifestaram contra uma possível intervenção armada na Venezuela.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro e Augusto Cury, candidatos à presidência
Quaest: Lula e Flávio empatam com 41% no segundo turno; Cury vai de 10% para 8% no primeiro
Tarde de domingo registra um atropelamento fatal na BR 101, em Pedro Canário
Mulher morre atropelada por carreta na BR 101 em Pedro Canário
Imagem de destaque
Quais são as frutas da primavera? Conheça 10 opções para consumir na estação

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados