Publicado em 7 de maio de 2025 às 14:39
Com o início do conclave que vai escolher o sucessor do papa Francisco nesta quarta-feira (7/5), os olhos do mundo se voltam para a fumaça que sairá da Basílica de São Pedro, no Vaticano. >
A partir desse momento, entram em cena dois fatores fundamentais para a escolha do novo papa: o legado deixado pelo pontífice anterior e o rumo que se deseja para o catolicismo e sua influência espiritual nos próximos anos.>
Para que essa definição ocorra, será preciso alcançar um consenso majoritário entre os 133 cardeais que irão votar no conclave, dentro da Capela Sistina. >
Embora existam 252 cardeais no total, apenas aqueles com menos de 80 anos têm direito a voto.>
>
>
A decisão sobre quem será o próximo papa pode ter um impacto profundo na Igreja Católica e nos 1,4 bilhão de católicos romanos batizados ao redor do mundo.>
E tudo indica que será um processo altamente imprevisível e aberto, por uma série de razões.>
O Colégio de Cardeais se reúne em conclave na Capela Sistina para debater e votar em seus candidatos preferidos, até que um único nome prevaleça.>
Com 80% dos cardeais nomeados pelo papa Francisco, essa será a primeira vez que eles elegem um papa — e o farão com uma perspectiva global ampla.>
Pela primeira vez na História, menos da metade dos cardeais com direito a voto será europeia.>
Os cardeais estão distribuídos da seguinte forma: 16 da América do Norte, 52 da Europa, 23 da Ásia, 21 da América Latina, 17 da África e 4 da Oceania.>
"É preciso ter em mente que a Igreja Católica que Francisco deixa como legado é uma entidade global, que deixou de estar centrada na Europa", disse à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, Massimo Faggioli, especialista em teologia da Universidade de Villanova, nos Estados Unidos.>
"E isso se reflete no grupo de cardeais encarregado de escolher o sucessor: é muito mais numeroso e, sobretudo, mais diverso do que aquele que elegeu Francisco em 2013", acrescentou.>
E embora o colégio esteja dominado por nomeações de Francisco, essas indicações não foram exclusivamente de perfil "progressista" ou "tradicionalista".>
Por isso, nunca foi tão difícil prever quem será eleito o próximo papa.>
Será que os cardeais escolherão um papa africano ou asiático, ou preferirão um veterano da administração do Vaticano?>
A seguir, alguns dos nomes mais citados como possíveis sucessores de Francisco — e é provável que mais candidatos surjam nos próximos dias.>
Nacionalidade: italiana>
Idade: 70 anos>
Cardeal italiano de fala mansa, Pietro Parolin foi secretário de Estado do Vaticano sob o pontificado de Francisco — ou seja, o principal conselheiro do papa. O cargo também o coloca à frente da Cúria Romana, a administração central da Igreja.>
Tendo atuado, na prática, como um vice-papa, ele é visto por muitos como um dos favoritos.>
Alguns o consideram mais inclinado a priorizar a diplomacia e uma visão global do que a pureza do dogma católico. Para seus críticos, isso é um problema; para seus apoiadores, uma virtude.>
Mas Parolin já criticou a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo no mundo, chamando de "uma derrota para a humanidade" o referendo histórico que aprovou a medida na Irlanda, em 2015.>
Apesar de ser um dos favoritos, Parolin conhece bem o ditado italiano que expressa a incerteza do conclave: "Quem entra papa sai cardeal.">
Dos 266 papas que a Igreja já teve, 213 foram italianos. E embora não haja um papa italiano há 40 anos, a guinada da cúpula da Igreja para fora da Itália e da Europa pode indicar que ainda não é hora de um novo.>
Nacionalidade: filipina>
Idade: 67 anos>
Ao contrário de Parolin, o filipino tem décadas de experiência pastoral — ou seja, liderou a Igreja diretamente entre o povo, e não como diplomata do Vaticano ou especialista em Direito Canônico.>
A Igreja Católica é extremamente influente nas Filipinas, onde cerca de 80% da população é católica. Atualmente, o país conta com um número recorde de cinco cardeais — o que pode se traduzir em uma frente de apoio importante, caso todos respaldem Tagle.>
Ele poderia se tornar o primeiro papa asiático.>
Considerado moderado nos parâmetros da Igreja, já foi apelidado de "Francisco asiático" por seu compromisso com questões sociais e empatia com migrantes, características que o aproximavam do falecido papa.>
Tagle é contra o aborto, que classifica como "uma forma de assassinato" — posição alinhada com a doutrina da Igreja, que considera que a vida começa na concepção. Também já se manifestou contra a eutanásia.>
Mas, em 2015, quando era arcebispo de Manila, defendeu uma reavaliação da postura "severa" da Igreja diante de pessoas LGBTQIA+, divorciadas e mães solo. Disse que esse rigor causou danos duradouros e deixou essas pessoas com a sensação de terem sido "marcadas", afirmando que cada indivíduo merece compaixão e respeito.>
Tagle já era considerado um papável no conclave de 2013, que elegeu Francisco.>
Questionado há dez anos sobre essa possibilidade, ele respondeu: "Levo como uma piada! Acho engraçado".>
Nacionalidade: congolesa>
Idade: 65 anos>
É bastante possível que o próximo papa venha da África, onde a Igreja Católica continua ganhando milhões de fiéis. Um dos principais nomes é o cardeal Ambongo, da República Democrática do Congo (RDC).>
Arcebispo de Kinshasa há sete anos, foi nomeado cardeal por Francisco.>
É um conservador cultural, contrário à bênção de uniões entre pessoas do mesmo sexo, que considera "contraditórias às normas culturais e intrinsecamente más".>
Embora o cristianismo seja a religião majoritária na RDC, cristãos têm sido alvos de perseguições e mortes por parte do grupo jihadista Estado Islâmico e de rebeldes associados. Nesse contexto, Ambongo é visto como um defensor aguerrido da Igreja.>
Ainda assim, em uma entrevista em 2020, ele defendeu o pluralismo religioso, afirmando: "Protestantes devem ser protestantes, muçulmanos devem ser muçulmanos. Vamos trabalhar juntos. Mas cada um precisa manter sua identidade.">
Esse tipo de posicionamento pode fazer alguns cardeais questionarem se ele abraça plenamente a missão da Igreja — que inclui a difusão da fé católica pelo mundo.>
Nacionalidade: ganesa>
Idade: 76 anos>
Se for escolhido, o influente cardeal Turkson será o primeiro papa africano em 1,5 mil anos.>
Assim como Ambongo, já declarou não querer o cargo. "Não sei se alguém aspira a ser papa", disse à BBC em 2013.>
Questionado se a África teria um bom argumento para eleger o próximo papa, considerando o crescimento da Igreja no continente, respondeu que esse tipo de critério "complica as coisas".>
Primeiro ganês a ser nomeado cardeal — ainda em 2003, por João Paulo 2º —, Turkson já era cotado como papável no conclave de 2013. Na época, chegou a ser o favorito nas casas de apostas.>
Guitarrista e ex-integrante de uma banda de funk, é conhecido por sua presença energética.>
Como muitos cardeais africanos, tende ao conservadorismo. No entanto, se posicionou contra a criminalização de relações homoafetivas em países africanos, incluindo sua terra natal, Gana.>
Em entrevista à BBC em 2023, quando o Parlamento ganês debatia um projeto de lei que previa punições severas à população LGBTQIA+, Turkson afirmou que a homossexualidade não deveria ser tratada como crime.>
Em 2012, foi acusado de fazer previsões alarmistas sobre o avanço do islamismo na Europa durante uma conferência de bispos no Vaticano. Mais tarde, pediu desculpas.>
Nacionalidade: húngara>
Idade: 72 anos>
Do ponto de vista ideológico, o atual arcebispo de Budapeste, capital húngara, seria uma escolha muito mais conservadora do que foi o último pontificado.>
Admirado por seus colegas europeus — que o elegeram duas vezes presidente da Conferência Episcopal Europeia, cargo que já não ocupa —, o cardeal húngaro se posiciona contra a abertura da Igreja em temas como o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a ordenação de mulheres.>
Erdo também se opôs ao apelo feito por Francisco em 2015 para que as igrejas abrissem suas portas a migrantes, argumentando que isso poderia aumentar "os casos de tráfico humano" — um posicionamento em claro alinhamento com o presidente húngaro Viktor Orbán, cujas políticas anti-imigração têm sido criticadas por organizações de defesa dos direitos humanos.>
Apesar disso, o cardeal conseguiu construir uma relação sólida com Francisco e com diversos líderes católicos na África, o que pode lhe render, somado aos votos europeus, uma chance real quando começarem as votações.>
Nacionalidade: italiana>
Idade: 83 anos>
Apenas cardeais com menos de 80 anos podem votar no conclave, mas Angelo Scola, de 83 anos, ainda pode ser eleito.>
O ex-arcebispo de Milão era um dos favoritos em 2013, quando Francisco foi escolhido, mas acredita-se que ele tenha sido vítima do ditado que diz que quem entra no conclave como papa sai como cardeal.>
Seu nome voltou a circular antes do conclave por causa de um livro que ele está lançando esta semana sobre a velhice. >
O livro conta com um prefácio escrito pelo papa Francisco pouco antes de ser internado no hospital, no qual ele afirma que "a morte não é o fim de tudo, mas o começo de algo".>
As palavras de Francisco demonstram um afeto genuíno por Scola, mas o colégio de cardeais pode não considerar o foco na velhice como ideal para um novo papa.>
Nacionalidade: alemã>
Idade: 71 anos>
O principal clérigo católico da Alemanha também é bastante próximo dos bastidores do Vaticano.>
O arcebispo de Munique e Freising foi escolhido como conselheiro quando Francisco se tornou papa em 2013. Durante 10 anos, ele aconselhou o papa sobre a reforma da Igreja e ainda supervisiona a reforma financeira do Vaticano.>
Ele defende uma abordagem mais acolhedora em relação a pessoas homossexuais ou transgênero no ensino da Igreja Católica.>
Mas, em 2021, ofereceu sua renúncia devido a erros graves no enfrentamento dos casos de abuso sexual infantil na Igreja Católica da Alemanha. Essa renúncia foi rejeitada por Francisco.>
Dois anos atrás, ele deixou o Conselho de Cardeais — o órgão consultivo mais importante do papa — em um movimento visto na Alemanha como um revés em sua carreira na Igreja.>
Nacionalidade: canadense>
Idade: 80 anos>
O cardeal Ouellet já foi visto duas vezes como um possível candidato ao papado, em 2005 e 2013.>
Durante anos, ele comandou o Dicastério para os Bispos do Vaticano, responsável por escolher candidatos ao episcopado em todo o mundo, tendo, assim, desempenhado um papel significativo e formativo na seleção dos futuros membros da hierarquia católica.>
Como outro octogenário, ele não poderá participar diretamente do conclave, o que pode dificultar suas chances.>
Ouellet é visto como um conservador com uma visão moderna, fortemente a favor da manutenção do celibato sacerdotal.>
Ele se opõe à ordenação de mulheres como sacerdotes, mas defende uma maior participação feminina na administração da Igreja Católica, afirmando que "Cristo é homem, a Igreja é feminina".>
Nacionalidade: americana>
Idade: 69 anos>
Será que o papado poderia ir, pela primeira vez, para um americano?>
O cardeal Prevost, nascido em Chicago, certamente é visto como alguém que possui muitas das qualidades necessárias para o cargo.>
Há dois anos, o papa Francisco escolheu Prevost para substituir Marc Ouellet como prefeito do Dicastério para os Bispos do Vaticano, confiando a ele a responsabilidade de selecionar a próxima geração de bispos.>
Ele trabalhou por muitos anos como missionário no Peru antes de ser nomeado arcebispo naquele país.>
Prevost não é visto apenas como um americano, mas também como alguém que presidiu a Pontifícia Comissão para a América Latina.>
É considerado um reformista, mas, aos 69 anos, pode ser visto como jovem demais para o papado. Seu período como arcebispo no Peru também foi marcado por acusações de acobertamento de casos de abuso sexual, o que foi negado por sua diocese.>
Nacionalidade: guineense>
Idade: 79 anos>
Muito querido pelos conservadores na Igreja, o cardeal Sarah é conhecido por sua firme adesão à doutrina e à liturgia tradicional, sendo frequentemente visto como opositor das inclinações reformistas do papa Francisco.>
Filho de um colhedor de frutas, Sarah se tornou o arcebispo mais jovem aos 34 anos, quando o papa João Paulo 2º o nomeou prelado em Conacri, capital da Guiné.>
Ele teve uma longa e impressionante trajetória, aposentando-se em 2021 como chefe do escritório do Vaticano responsável pelos ritos litúrgicos da Igreja Católica.>
Embora não seja considerado um dos favoritos ao papado, pode conquistar forte apoio dos cardeais conservadores.>
Nacionalidade: italiana>
Idade: 60 anos>
Ordenado na Itália aos 25 anos, Pizzaballa mudou-se para Jerusalém no mês seguinte e vive lá desde então.>
O papa Francisco o nomeou Patriarca Latino de Jerusalém há cinco anos e, mais tarde, cardeal. Pizzaballa já descreveu a cidade como "o coração da vida deste mundo".>
Seus colegas cardeais certamente ficaram impressionados com seu profundo entendimento sobre israelenses e palestinos, especialmente diante da guerra em curso em Gaza.>
No entanto, sua idade relativamente jovem e a pouca experiência como cardeal podem pesar contra ele — assim como sua afinidade com Francisco, especialmente entre os cardeais que buscam uma mudança de rumo na liderança da Igreja.>
Nacionalidade: canadense>
Idade: 78 anos>
O cardeal Czerny foi nomeado cardeal pelo papa Francisco e, assim como ele, é jesuíta — uma das principais ordens da Igreja Católica, conhecida por seu trabalho missionário e de caridade em todo o mundo.>
Embora tenha nascido na antiga Tchecoslováquia (país que se dividiu entre República Tcheca e Eslováquia), sua família se mudou para o Canadá quando ele tinha dois anos.>
Ele atuou amplamente na América Latina e na África, onde fundou a Rede Jesuíta Africana de Combate à Aids e lecionou no Quênia.>
Czerny é bem visto entre os setores progressistas da Igreja e era considerado próximo do papa Francisco. Atualmente, é o chefe do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, no Vaticano.>
Apesar de ser um candidato forte, parece improvável que os cardeais escolham um segundo papa jesuíta consecutivo.>
Nacionalidade: maltesa>
Idade: 68 anos>
Se os cardeais estiverem procurando um candidato que avance um dos principais objetivos do papa Francisco – dar mais poder aos católicos de base – eles podem considerar o cardeal Grech, de Malta.>
O papa Francisco o nomeou secretário-geral do Sínodo dos Bispos em 2019.>
Nesse cargo, o cardeal Grech tornou-se fundamental para ajudar a colocar em prática a visão do papa de incorporar as opiniões dos fiéis ao redor do mundo na governança da Igreja.>
Assim como o Papa com quem trabalhou de perto, Grech é conhecido por estar em uma jornada de transformação em relação à forma como vê as questões sociais.>
Ele mudou seu tom sobre a homossexualidade na última década, declarando que o apoio de Francisco às uniões civis entre pessoas do mesmo sexo foi uma "tempestade em copo d'água".>
Nacionalidade: italiana>
Idade: 69 anos>
O Arcebispo de Bolonha, na Itália, cresceu em Roma e logo passou a fazer parte da Comunidade de Sant'Egidio, uma organização de caridade que se concentra nos pobres e marginalizados.>
Ele ajudou a mediar o fim da guerra civil de 15 anos em Moçambique, em 1990, e participou de outros esforços de mediação na Guatemala e em Burundi.>
Feito cardeal em 2019, foi escolhido pelo Papa Francisco — à frente do secretário de Estado, Pietro Parolin — para atuar como enviado especial após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia. Viajou para Kiev e Moscou e buscou a libertação de 19 mil crianças ucranianas levadas para a Rússia.>
Ele escreveu a introdução de um livro de 2018 que pedia à Igreja uma melhoria na relação com os católicos LGBT.>
Sua proximidade com Francisco pode, no fim das contas, jogar contra ele no conclave.>
Nacionalidade: americana>
Idade: 73 anos>
Nascido em Detroit como o mais velho de 13 irmãos, o arcebispo de Newark, nos EUA, é bem conhecido e popular entre os cardeais.>
Embora seja considerado um firme defensor das ideias do papa Francisco sobre uma Igreja mais aberta e acolhedora, é visto como uma figura de unidade.>
No passado, ele condenou a polarização política nos Estados Unidos, alertando também contra divisões dentro da Igreja.>
Nos últimos anos, afirmou que a Igreja deve acolher casais do mesmo sexo e disse não ver "nenhuma razão teológica convincente para que o papa não possa nomear uma mulher cardeal".>
Nomeado pelo papa Bento 16 como vice-chefe do departamento do Vaticano que trabalha com ordens e congregações religiosas, Tobin também liderou uma congregação religiosa chamada Redentoristas.>
Ele foi nomeado arcebispo em Indianápolis, antes de ser feito cardeal por Francisco.>
Nacionalidade: francesa>
Idade: 66 anos>
Desde a morte de Gregório 11 em 1378, não houve outro papa francês.>
Embora tenha nascido sob o domínio colonial francês na Argélia, Aveline cresceu em Marselha, a segunda maior cidade da França, onde mais tarde se tornou arcebispo.>
Ele tem se manifestado contra a "criminalização dos imigrantes como causa de todo o mal", em sintonia com o foco do papa Francisco na questão migratória.>
Aveline também fundou um Instituto de Ciência e Teologia das Religiões em Marselha e promoveu o diálogo com o islã e o judaísmo. Além disso, tem se pronunciado contra um dos maiores problemas da cidade: as redes de tráfico de drogas.>
Considerado próximo de Francisco, há dois anos levou o papa a Marselha para uma breve visita.>
Embora fale árabe, uma possível desvantagem é que ele não fala italiano fluentemente.>
Nacionalidade: birmanesa >
Idade: 76 anos>
Outro cardeal asiático com fortes credenciais para o papado, Bo foi criado por sua mãe em uma família numerosa em Mianmar (antes chamado de Birmânia), país onde apenas 1,3% da população é católica.>
Nascido na região norte de Sagaing, o Cardeal Bo testemunhou de perto os conflitos que devastaram Mianmar.>
Ele liderou os bispos da Ásia por dois mandatos e era considerado próximo de Francisco, que o nomeou primeiro cardeal de Mianmar e se tornou o primeiro papa a visitar o país, em 2017.>
Bo se manifestou sobre a situação dos muçulmanos rohingya, forçados a fugir do exército no estado de Rakhine, e afirmou que Mianmar deveria celebrar sua diversidade.>
Nacionalidade: filipina>
Idade: 66 anos>
Entre os últimos cardeais nomeados pelo papa Francisco, em dezembro de 2024, David é amplamente conhecido por sua integridade e por denunciar os abusos cometidos durante a violenta guerra contra as drogas do ex-presidente Rodrigo Duterte, nas Filipinas.>
Suas ações resultaram em ameaças de morte.>
Amplamente conhecido como cardeal Ambo, foi ordenado sacerdote aos 24 anos e ficou conhecido por seu trabalho voltado aos pobres, insistindo na participação da Igreja em questões sociais.>
Francisco o nomeou bispo de Kalookan em 2015, e ele foi designado pelos bispos asiáticos para liderar uma comissão sobre "sinodalidade", que ele considera a maior contribuição de Francisco — para que a Igreja se torne "mais inclusiva" e menos voltada para si mesma.>
Frequentou a mesma escola dirigida por jesuítas que Luis Antonio Tagle, no final dos anos 1970.>
Com informações de Aleem Maqbool, Rebecca Seales e Paul Kirbye Alejandro, da BBC News, e Millán Valencia, da BBC News Mundo>
>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta