Publicado em 23 de outubro de 2021 às 17:09
Um homem negro foi condenado nesta semana pela invasão ao Capitólio dos EUA, como é conhecido o Congresso americano. Troy Anthony Smocks, de 59 anos, recebeu uma pena de 14 meses de prisão - a maior entre os 19 sentenciados até agora pelo Tribunal do Distrito de Columbia. >
Smocks, no entanto, não esteve presente durante a invasão do local, que ocorreu em janeiro deste ano. Segundo informações da CNN Internacional, ele estava em Washington no dia da invasão, mas fez ameaças em redes sociais da extrema-direita e incentivou as pessoas a invadiram o prédio.>
"Prepare nossas armas e depois vá buscá-las", teria publicado em uma rede social. O homem confessou as informações ao tribunal no mês passado.>
No entanto, durante seu julgamento essa semana, Smocks falou que estava sendo tratado de forma mais dura por causa da cor de sua pele. Ele usou como exemplo o caso de uma mulher branca que publicou que estava procurando pela presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, para "atirar no cérebro dela".>
>
Dawn Bancroft, no entanto, vai responder por uma contravenção com pena máxima de seis meses de prisão. "Meritíssimo, isso é racismo. É por isso que há muito mais homens negros e pardos na prisão do que brancos pelo mesmo crime", disse Smocks durante seu julgamento.>
A juíza distrital Tanya Chutkan, que também é negra, rejeitou as declarações do homem. "O Sr. Smocks agora procura se comparar de alguma forma e se armar no manto dos direitos civis. Eu, por exemplo, acho isso ofensivo", disse a juíza.>
Das 19 pessoas condenadas, 11 receberam pena de prisão.>
Em janeiro, as portas do Capitólio chegaram a ser travadas. Os manifestantes foram incitados pelo então presidente Donald Trump a se reunirem em frente ao prédio para esperar a sessão de oficialização de Joe Biden como novo presidente e de Kamala Harris como vice.>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta