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Presidente interino

Guaidó articula nomeação de embaixador no Brasil

"Para nós é prioritário ter embaixadores nos países vizinhos. Também queremos a designação de um embaixador dos Estados Unidos", disse à reportagem o deputado Armando Armas

Publicado em 24 de Janeiro de 2019 às 20:29

Publicado em 

24 jan 2019 às 20:29
Mão aberta levantada, Juan Guaidó, 35, jurou encarregar-se do poder Executivo da Venezuela Crédito: Reprodução Instagram
Um dia depois de jurar o cargo de presidente interino na Venezuela, Juan Guaidó colocou como uma de suas prioridades a nomeação de embaixadores nos principais países que, na quarta-feira (23), o reconheceram como chefe do Executivo na Venezuela.
A posição mais importante que deve ser preenchida em breve, de acordo com aliados de Guaidó, é a de um representante da administração interina em Washington, nos Estados Unidos. O Brasil também é considerado um posto estratégico, uma vez que o presidente Jair Bolsonaro se integrou prontamente à coalizão internacional que pressiona pela queda do ditador Nicolás Maduro.
O grupo político de Guaidó quer ainda designar com rapidez embaixadores na Colômbia e na Guiana, países que fazem fronteira com a Venezuela.
"Para nós é prioritário ter embaixadores nos países vizinhos. Também queremos a designação de um embaixador dos Estados Unidos", disse à reportagem o deputado Armando Armas, um dos fundadores do Voluntad Popular, partido de Guaidó.
"A Venezuela tem cidadãos ilustres, capacidades e com valores democráticos que podem assumir os mais altos cargos de representação diplomática no exterior", acrescentou.
Armando Armas não precisou sobre quando esses representantes poderiam ser indicados, mas disse que o tema é "prioritário".
A indicação de diplomatas que representem o governo de transição é uma das partes mais importantes da estratégia coordenada por opositores do chavismo. Além de ser mais um gesto contra Maduro, o objetivo é fortalecer os canais diretos de comunicação com as autoridades dos países que reconheceram a legitimidade do ato protagonizado por Guaidó na quarta-feira.
Guaidó, inclusive, já colocou o plano em ação. Na terça-feira (22), a Assembleia Nacional, órgão legislativo de maioria opositora que funciona em desacato ao chavismo, indicou Gustavo Tarre Briceño para ser o representante especial do governo de transição junto à Organização dos Estados Americanos (OEA).
A indicação foi saudada pelo secretário-geral da entidade, Luis Almagro. Tarre Briceño afirma que uma das metas do governo de transição na Venezuela é atuar junto aos organismos internacionais para que o país receba ajuda humanitária.
Nesta quinta-feira (24), o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Mike Pompeo, disse que os Estados Unidos destinarão US$ 20 milhões em ajuda humanitária à Venezuela "assim que seja logisticamente possível."
Em meio a manifestações massivas contra Maduro em todo o país na quarta-feira, Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, jurou desempenhar as funções de presidente da República interino da Venezuela.
O gesto ocorreu a partir da interpretação da Constituição da Venezuela, a de que a chefia do Executivo estava desocupada uma vez que as eleições que deram a Maduro um segundo mandato foram consideradas injustas e fraudulentas.
A ação de Guaidó foi reconhecida pelos Estados Unidos e seguida por mais de uma dezena de países, entre eles o Brasil.
Ante o respaldo internacional dado pelos governos dos EUA, Brasil e demais integrantes do Grupo de Lima, os aliados de Guaidó consideram que esses países não colocarão obstáculos à nomeação de representantes diplomáticos.

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