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História

Exame de DNA revela que múmias de 4 mil anos são de meios-irmãos

Resultados indicam que dois homens nobres tinham mesma mãe, mas pais diferentes

Publicado em 18 de Janeiro de 2018 às 10:58

Publicado em 

18 jan 2018 às 10:58
As múmias dos meio-irmãos estão expostas no Museu de Manchester Crédito: Reprodução/ Universidade de Manchester
Com o uso de modernas técnicas de sequenciamento de DNA, cientistas da Universidade de Manchester descobriram que duas múmias egípcias datadas por volta de 1.800 a.C. são de dois meios-irmãos. O estudo publicado no “Journal of Archaeological Science” põe fim a uma longa controvérsia, que tem origem em 1907, quando os sarcófagos foram encontrados.
— Foi uma longa e exaustiva jornada até os resultados, mas finalmente conseguimos — comemorou Konstantina Drosou, coautora da pesquisa. — Estou muito agradecida por termos sido capazes de adicionar esta pequena, mas importante peça, ao quebra-cabeças da história e estou certa de que os irmãos estariam orgulhosos. Esses momentos que nos fazem acreditar em DNA antigo.
As múmias expostas no Museu de Manchester são conhecidas como “Dois irmãos”. Elas foram descobertas em Deir Rifeh, um vilarejo a cerca de 250 quilômetros do Cairo, pelos egitologistas Flinders Petrie e Ernest Mackay. Hieróglifos identificavam as múmias como sendo de dois homens da elite Khnum-nakht e Nakht-ankh, filhos de um governante local não nomeado e de uma mulher identificada como Khnum-aa.
Mas um ano após a descoberta, as múmias foram transportadas para Manchester, onde foram analisadas pela equipe da egitologista Margaret Murray. Elas foram desenroladas e análises morfológicas dos esqueletos indicaram que eles eram bastante diferentes, sugerindo a inexistência de relação familiar. Com base nas evidências encontradas nos hieróglifos, foi sugerido que um dos irmãos era adotado.
Só agora, após mais de um século, técnicas de análise genética foram capazes de dar uma resposta definitiva ao mistério. Os cientistas conseguiram extrair amostras de DNA dos dentes das múmias e sequenciá-lo. Os resultados mostram que tanto Nakht-Ankh e Khnum-Nakht possuem o mesmo haplótipo mitocondrial, sugerindo uma relação materna.
Por outro lado, as sequências do cromossomo Y estavam menos completas, mas mostraram grandes variações entre as duas múmias. Isso indica que os “Dois irmãos” tinham pais diferentes, sendo, na verdade, meios-irmãos.

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