Publicado em 16 de março de 2026 às 18:36
A imagem acima pode representar um novo capítulo nas buscas pela brasileira Vitória Barreto, desaparecida na Inglaterra há quase duas semanas.>
Ela foi tirada por uma moradora da vila costeira de Bradwell-on-Sea, no Condado de Essex, e mostra uma pessoa de costas caminhando (circulada em vermelho na imagem). A família acredita que trata-se de Vitória.>
A investigação aponta que a brasileira pode ter pegado um barco em um estaleiro, em Brightlingsea, no dia 4 de março, um dia depois de ter sido vista pela última vez. >
A embarcação foi encontrada à deriva posteriormente com um colete salva-vidas a menos. >
>
A polícia de Essex segue nas buscas e, nesta segunda-feira (16/3), lançou um portal para receber informações sobre a brasileira. >
No domingo, familiares e amigos de Vitória refizeram o trajeto de barco que ela teria feito.>
Aos poucos, a polícia tem encontrado pistas que podem ajudar na investigação sobre o desaparecimento da brasileira: no sábado (14/3), encontraram o laptop de Vitória.>
Logo após o desaparecimento, a polícia britânica afirmou ter encontrado a bolsa da psicóloga, próxima ao local onde um barco foi desatracado em Brightlingsea.>
Diversos possíveis avistamentos na área de Bradwell-on-Sea também estão sendo investigados, informou a Polícia de Essex.>
A polícia acredita que ela foi filmada por câmeras de segurança em 4 de março, às 00h16 (horário local), pulando uma cerca para dentro de um estaleiro.>
Vitória Barreto, moradora da capital cearense, Fortaleza, havia participado de uma conferência no Marrocos antes de chegar ao Reino Unido em 2 de fevereiro.>
Em 3 de março, ela se encontraria com sua amiga Liliane Silva, com quem estava hospedada enquanto trabalhava em um projeto de pesquisa na Universidade de Essex, em Colchester.>
Mais tarde naquele dia, Vitória fez uma viagem de ônibus de 30 minutos até a cidade litorânea de Brightlingsea, e sua família e amigos não tiveram notícias dela desde então.>
Sua família pediu à comunidade brasileira em Essex que exiba bandeiras do Brasil, na esperança de atrair a atenção de Vitória e fazê-la se sentir segura e acolhida.>
"Todos os policiais, funcionários e voluntários envolvidos nesta busca desejam, mais do que tudo, reunir Vitória com sua mãe – e estamos trabalhando incansavelmente para isso", afirmou a superintendente detetive Anna Granger.>
"Testemunhamos em primeira mão o apoio da comunidade em Brightlingsea e em outras regiões, oferecido aos entes queridos de Vitória", afirmou.>
"Sabemos que muitas pessoas da comunidade se envolveram em divulgar o desaparecimento de Vitória, o que ajudou a garantir que um número significativo de pessoas em Essex agora reconheça seu rosto e suas roupas. Gostaria de pedir a toda a nossa comunidade que continue atenta e nos informe sobre qualquer avistamento ou informação de câmeras de segurança o mais rápido possível", afirmou Granger. >
Liliane Silva, amiga de Barreto, foi uma das últimas pessoas a vê-la. Professora no doutorado em Psicologia Clínica na Universidade de Essex, ela conta que conheceu a amiga ainda em Fortaleza, quando trabalharam juntas no Projeto 4 Varas, de terapia comunitária integrativa, na comunidade de Pirambu.>
As duas estavam atualmente desenvolvendo um projeto conjunto, motivo da ida de Vitória ao Reino Unido, após participar de uma conferência no Marrocos, diz Silva.>
Vitória chegou ao Reino Unido em 2 de fevereiro e passou três semanas hospedada na casa de um amigo em Londres, enquanto Liliane estava em viagem ao Brasil.>
Com o retorno da amiga, ela foi para a casa dela em Southend-on-Sea, em 1º de março, e deveria ficar hospedada ali durante todo o mês.>
Liliane conta que, no dia 1º, as duas se divertiram em Londres e voltaram para Southend-on-Sea. >
No dia 2, ambas passaram o dia todo juntas na universidade, que fica em Colchester, a cerca de 50 minutos de carro ao norte de Southend-on-Sea.>
"Enquanto eu trabalhava, ela estava na biblioteca trabalhando no nosso projeto", conta a amiga.>
Na terça-feira, 3 de março, dia do desaparecimento de Vitória, a ideia era repetir essa programação.>
As amigas se encontraram na universidade na hora do almoço e se separaram quando Liliane foi dar aulas, com planos de se reencontrar após às 16h45, pelo horário local.>
Mas Vitória não compareceu ao encontro. No dia seguinte, ainda sem notícias da amiga, Liliane registrou o caso de pessoa desaparecida junto à polícia de Essex.>
Liliane conta que, na noite anterior ao desaparecimento, a amiga havia dormido mal.>
"Ela não dormiu bem nessa noite. Eu vi os movimentos dela, levantando muito, indo no banheiro, voltando pro quarto. Falei com ela por volta das 4h, e ela disse que estava inquieta e que ia tentar dormir mais um pouco, mas não conseguiu", lembra.>
A psicóloga conta que a amiga nunca foi muito esotérica, mas no domingo elas haviam conversado sobre mudanças de ciclo, e Vitória disse que a terça-feira seria um dia-chave, porque haveria um eclipse, então seria um momento de renovação.>
"Na terça-feira, ela estava muito quieta, perguntei se algo estava acontecendo e se ela queria conversar, mas ela disse para conversarmos depois, mas isso não era o comum dela", diz Liliane.>
"E para a mãe, falando ao telefone um pouco antes de eu chegar para o almoço, ela falou que os quatro Cavalos do Apocalipse estavam chegando, que era o fim, e ela precisava correr e atravessar o portal.">
A amiga observa que o fato de Vitória não ser esotérica e ter dito isso sugere que a amiga talvez não estivesse em seu estado normal antes de desaparecer.>
A brasileira foi vista pela última vez em Brightlingsea, que fica a cerca de 50 minutos de ônibus a sudeste de Colchester, na direção oposta de Londres e da casa da amiga em Southend-on-Sea.>
Imagens de câmeras de segurança capturaram o momento em que Vitória pegou o ônibus de Colchester para Brightlingsea. Ela também conversou com ao menos um homem em Brightlingsea, que está em contato com a família da brasileira.>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta