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Francisco Aurelio Ribeiro

Mulheres podem coibir a eleição de candidato desfavorável a elas

Não existe razão nas redes sociais, todos dizem o que pensam movidos por instintos, impulsos e antagonismos

Publicado em 29 de Setembro de 2018 às 08:00

Públicado em 

29 set 2018 às 08:00

Colunista

Mulheres nas eleições Crédito: Reprodução/Site paraibadebate
Estamos na reta final da campanha eleitoral, a mais estranha dos últimos tempos, e tudo caminha para uma polarização entre o candidato da direita contra o PT, representado pelo inexpressivo Jair Bolsonaro, e o candidato fantoche do Lula, Fernando Haddad. Péssima para o Brasil a escolha de qualquer um deles para conduzir nosso país, neste momento tão difícil por que passam o povo brasileiro e a nossa nação.
Candidatos mais equilibrados, com propostas mais concretas para o país, como Alckmin, Álvaro, Ciro, Marina e Meirelles, foram ignorados pelo eleitorado, motivado pela sanha das redes sociais, movida pela paixão e pelo ódio. Não existe razão nas redes sociais, todos dizem o que pensam movidos por impulsos, por instintos, por antagonismos. E parece que quem decidirá a eleição será o voto feminino, que constitui a maior parte do eleitorado e a maioria contra o misógino Bolsonaro.
As mulheres, historicamente, ficaram alijadas do poder político e econômico, em nosso país, em sua maior parte exercido por homens brancos e da classe alta. Vejam o ministério do Temer, do qual nenhuma mulher participa, em um país onde mais da metade da população é de mulheres.
Ainda hoje, as mulheres brasileiras são minoria, constituindo cerca de dez por cento no congresso nacional, o que coloca o Brasil em 154º lugar no ranking da participação das mulheres no Parlamento dentre os 193 países filiados à ONU
O sistema eleitoral brasileiro foi, ao longo de sua história, excludente com relação às mulheres. Na primeira Constituição, a de 1824, apenas podiam votar homens com mais de 25 anos e renda acima de cem mil réis, aumentada para 200 mil réis, na última lei eleitoral do Império, a de 1888. As primeiras leis republicanas baixaram para 21 anos a idade mínima para votar, eliminaram o critério de renda, mas continuaram excluindo analfabetos e mulheres, ou seja, 80% da população. Somente em 1932, por meio de um decreto de Getúlio Vargas, a mulher brasileira obteve o direito de votar nas eleições nacionais, mas somente as casadas, com autorização do marido, e as viúvas e solteiras, com renda própria. Em 1934, as restrições ao pleno exercício do voto feminino foram eliminadas no Código Eleitoral e, em 1946, a obrigatoriedade do voto foi estendida às mulheres.
Ainda hoje, as mulheres brasileiras são minoria, constituindo cerca de dez por cento no congresso nacional, o que coloca o Brasil em 154º lugar no ranking da participação das mulheres no Parlamento dentre os 193 países filiados à ONU. No entanto, nas eleições deste ano, elas podem aumentar esse coeficiente, elegendo mais mulheres e, sobretudo, coibindo a eleição de um candidato francamente desfavorável a elas. A consequência será a volta do PT ao poder e toda a quadrilha que já conhecemos, liderada por Lula e José Dirceu como eminência parda. Não sei o que será pior entre as duas alternativas que se apresentam e só posso lamentar termos chegado a esse impasse.

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