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Vovó de 92 anos faz sucesso ao correr 10 km em prova de rua em Vitória

A dona de casa Aldemira Adão começou a correr quando tinha 75 anos. Hoje, com 92, ela treina três vezes na semana e esbanja saúde pelas ruas do ES

Publicado em 13 de Julho de 2019 às 16:43

Publicado em 

13 jul 2019 às 16:43
Adelmira Adão, de 92 anos, corredora Crédito: Arquivo pessoal
A frase "nunca é tarde para começar" se encaixa perfeitamente na vida da dona de casa Aldemira Adão. Natural de Cachoeiro de Itapemirim, ela começou na corrida de rua quando tinha 75 anos. Mas a surpresa não para por aí. E que hoje dona Adelmira tem 92 anos e continua correndo.
No final do mês de junho ela participou de uma corrida de rua em Vitória com o percurso de 10,5km. Acompanhada do neto, o vigilante David Adão, de 38 anos, a vovó corredora fez bonito. E é David, em entrevista ao programa da CBN Correr, Malhar, Superar, da jornalista Luciane Ventura, quem conta como Adelmira iniciou nas corridas. 
"Minha avó não praticava esportes, mas depois que meu avó faleceu ela ficou muito ociosa dentro de casa. Foi quando ela foi convidada para fazer parte de um grupo da terceira idade que praticava alguns exercícios. E durante uma corrida que teve em Cachoeiro, eles iriam participar caminhando. Mas minha avó quis correr e fez os 10 primeiros quilômetros da vida dela nesse dia. O pessoal até falou 'dona Adelmira, não é para correr não, é só para caminhar', mas ela nem quis saber, foi correndo", conta o neto. 
Dona Adelmira treina três vezes na semana na rua, fazendo de 5 a 7km por dia. E ela gosta de praticar o exercício bem cedo. 
"Eu me sinto tão bem correndo que parece que eu até estou nascendo de novo. Saio de casa 5 da manhã, eu e meu Jesus, que é nosso companheiro, faço o que tenho que fazer, chego em casa vou tomar meu banho, fazer meu cafezinho. Na verdade desde às 3h da manhã eu já quero sair de casa para minha corridinha de rua", detalha. 
Adelmira Adão, de 92 anos, corredora Crédito: Arquivo pessoal
A corredora tem acompanhamento médico, garantiu que os exames estão em dia e que não bebe remédio. E ela vê no esporte o secreto da sua longevidade. 
"Meu médico nem passou remédio para mim, fiz exames e não preciso beber remédio. Na hora da corrida eu penso que eu tenho que chegar naquele lugar e vou até o fim. A gente topa com tanta gente, se não fosse a corrida acho que eu teria morrido. Lá eu me sinto bem, de tão alegre que eu fico. Quando chego no final dou até uns pulinhos de felicidade. Tem um monte de amiga minha que já se foi, que não queria fazer um esporte, que não queria descer morro. Eu desço morro, não paro não", completa. 
E dona Aldemira ainda cuida da casa e faz questão de estar em atividade sempre, como comenta o neto David Adão. " Ela lava passa, cozinha, capina, faz tudo. Minha avó é muito ativa. Depois da corrida que fizemos, de quase 11km, eu cheguei em casa e desabei, mas ela não, chegou e ainda foi lavar roupa", relembra. 
 
 

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