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No ES, Esquiva analisa luta e come picanha para comemorar vitória

Capixaba avalia luta, acredita que deu um passo atrás na corrida pelo cinturão dos médios, mas curte os dias de descanso na terra natal

Publicado em 01/04/2019 às 19h04
No Rio de Janeiro, capixaba Esquiva Falcão venceu a 23ª luta no boxe profissional. Crédito: Mário Palhares/Divulgação
No Rio de Janeiro, capixaba Esquiva Falcão venceu a 23ª luta no boxe profissional. Crédito: Mário Palhares/Divulgação

Depois de suportar 10 rounds e vencer o argentino Jorge Daniel Miranda por decisão unânime dos árbitros, o capixaba Esquiva Falcão - que fez sua primeira luta no Brasil após sua profissionalização no boxe - chegou ao Espírito Santo na tarde desta segunda-feira e já foi logo matando a saudade da família e da picanha brasileira.

Esquiva, que luta na categoria dos médios, (75,5 kg), apesar da vitória, que o manteve invicto e contabilizou a 23ª na carreira, ficou com um gostinho amargo após o embate da noite de domingo (31), na quinta edição do Boxing For You, no Portobello Resort & Safári, em Mangaratiba (RJ). O nocaute não veio e a luta foi mais difícil do que ele previa, o que pode ter afastado o capixaba em pelo menos um combate do sonhado cinturão, nas próprias contas dele.

Análise da luta

A vitória veio, mas eu queria nocaute. Eu já sabia da experiência do argentino, mas ele usou da catimba, usou de técnicas para enrolar a luta e que fez com que eu perdesse ponto ao invés dele. Ele me complicou, mas serviu de aprendizado. Eu tenho que me preparar para sair de situações como esta. Pretendo ver e rever a luta umas quatro vezes e analisar tudo que fiz de errado e tudo que posso melhorar.

Esquiva Falcão foi campeão no Boxing For You. Crédito: Mário Palhares/Divulgação
Esquiva Falcão foi campeão no Boxing For You. Crédito: Mário Palhares/Divulgação

Viagem e fuso horário

Eu realmente errei em sair dos EUA muito próximo da luta. Cheguei na quinta-feira (28) à noite, mas saí no dia 26 de lá. Dois dias viajando. Isso me cansou muito, não pude treinar e ainda tive que perder quatro quilos no Brasil, porque a viagem acabou fazendo eu ganhar dois quilos, que se somaram aos dois que eu já tinha que perder para a pesagem. Enfim, um erro que não posso cometer mais.

Pontos positivos

A parte boa de ter lutado dez rounds é que eu vi que estou preparado fisicamente. Apesar do desgaste da viagem, eu consegui suportar até o final. Foi a segunda luta na carreira que fiz 10 rounds. Da outra vez foi também contra um argentino.

Cinturão

Por não ter vencido por nocaute, acredito que vou ter que esperar mais pelo cinturão. Eles querem uma luta convincente e eu terei que nocautear para conseguir isso. Acho que acabei adiando em pelo menos em uma luta essa disputa de cinturão.

Lutar no Brasil

Foi minha primeira luta no Brasil e foi muito importante receber o apoio da família. Pai, mãe, filho, esposa são minha raiz, minha energia. Receber o apoio dos brasileiros aqui também foi bom demais.

Esquiva Falcão entre o treinador Roberto Garcia e o pai Touro Moreno. Crédito: Acervo pessoal
Esquiva Falcão entre o treinador Roberto Garcia e o pai Touro Moreno. Crédito: Acervo pessoal

Dias no ES

Devo ficar no Espírito Santo uns 30 dias. Quero descansar, curtir a família. Nós ficamos em Vila Velha e meus pais moram na Serra. Vou aproveitar para treinar com meu pai, pelo menos umas três vezes na semana. Como quero brigar pelo cinturão tenho que tentar manter os treinamentos. Não tem como fugir disso se eu quiser estar em alto nível para a próxima luta.

Dia agitado

Assim que cheguei em Vitória fui logo com a família para o shopping. Comemos picanha e arroz. Estava com muita saudade da comida daqui, de comer carne vermelha. Em época de preparação para luta eu não como. Fico de dois a três meses sem carne vermelha porque acaba atrapalhando na digestão e na dieta para a luta mesmo. Mas aqui não teve jeito, tive que aproveitar.

Lazer no ES

Gosto muito de estar com meus filhos, minha esposa, e fazer programas de família como ir a hotel fazenda, passear em shopping, ir na praia. Aproveitar bastante meus filhos Juan, de cinco anos, e Luisa, de dois, junto da Suelen, minha esposa. Essa parte é muito boa e eu não abro mão.

Agradecimento aos capixabas

Queria mandar um recado para os capixabas que estão sempre na torcida por mim. Isso me deixa muito feliz e é importante receber todo esse carinho.

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