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Beatriz Seixas

Linhares, uma cidade cara de pau (no bom sentido)

Característica tem feito com que município atraia muitos investimentos

Publicado em 20 de Dezembro de 2018 às 22:30

Públicado em 

20 dez 2018 às 22:30
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Vista aérea da cidade de Linhares Crédito: Divulgação
O município de Linhares vem se destacando no Espírito Santo por um forte movimento de atração de negócios. Mesmo em um cenário econômico ainda fragilizado, a cidade do Norte capixaba tem saído na frente das demais e conseguido o feito de realizar anúncios atrás de anúncios junto a investidores locais e de diferentes partes do país.
Somente neste mês, companhias como a gaúcha Randon, que é a maior fabricante de reboques da América Latina; a paranaense Cacique, que produz café solúvel e tem negócios em 62 países; e o grupo Linhares Medical Center divulgaram que vão investir cerca de meio bilhão de reais nos próximos dois anos. Mas Linhares não caiu no gosto apenas dessas empresas. Outras como a Weg (fabricante de motores), que já está no município desde 2011, prevê ampliar sua planta, criar 500 empregos e fazer investimentos de R$ 140 milhões até 2022.
Também há aquelas que estão em fase final de negociações, mas que tudo indica que em breve vão bater o martelo, como é o caso da Britânia, que deseja instalar uma fábrica de eletrodomésticos; da Valeo, que planeja construir uma planta de ares-condicionados para ônibus; e da Nova Lata, uma companhia de São Paulo que quer produzir embalagens metálicas em terras capixabas. Todos esses são empreendimentos que agregam valor à economia local e ajudam a diversificar e trazer dinamismo para o portfólio de produtos e serviços ofertados pelo Espírito Santo. Sem contar, que são indústrias que demandam mão de obra qualificada, estimulam o desenvolvimento de inovação e tecnologia e são geradores de receita e renda.
Agora, por que Linhares virou a queridinha dos investidores? Sem dúvida, uma das respostas mais óbvias para essa pergunta é o fato de a cidade fazer parte da área da Sudene e, portanto, oferecer benefícios como incentivos fiscais federais, atraindo empresas de diferentes portes e perfis. Ora, mas se fosse exclusivamente por isso, os outros 27 municípios que contam com a mesma política, a exemplo de São Mateus, Jaguaré e Sooretama, que estão bem próximos a Linhares, também não deveriam estar decolando?
Na teoria sim, mas na prática existem muitos outros fatores que têm feito com que Linhares seja a bola da vez. E um deles é o município ter bons “caras de pau”. É isso mesmo que você leu. Mas não encare esse adjetivo como uma crítica. Aqui trato o sentido positivo da expressão, que é o de ousadia e proatividade, características presentes na gestão do prefeito Guerino Zanon.
Aliás, ele mesmo admite que foi o “bater de porta em porta” para apresentar o município que fez com que investidores de fora passassem a se interessar pela cidade. “Ouvimos de grandes grupos que eles não conheciam o Estado, não sabiam do nosso potencial e que ficavam admirados quando nos visitavam”, observa o prefeito que disse adotar essa política de relacionamento desde o seu primeiro mandato, ainda na década de 90. Hoje, ele está no quarto à frente do Executivo municipal.
“Desde quando assumi o primeiro mandato, em 1997, eu e minha equipe pensamos em atuar para diversificar a base econômica, que ainda estava muito ligada ao café e à agropecuária. Como logo em seguida, em 1998, teve a criação da Sudene, a partir daí começamos a percorrer o país. O primeiro resultado de sucesso foi a Brametal, que se instalou em 2000. Depois dela, vieram outras empresas como Leão Alimentos, Perfilados Rio Doce e Weg. E mais recentemente, apesar da crise, continuamos a visitar investidores.”
Guerino conta que mesmo em momentos em que as empresas diziam que estavam aguardando a economia melhorar para tomar qualquer decisão, ele insistia na visita, repetia os pontos estratégicos da cidade e pedia que Linhares fosse lembrada quando planejassem a expansão. “Os projetos estão na gaveta, uma hora as empresas têm que crescer. Mas para elas te escolherem, é preciso sair, procurar e fazer um trabalho de convencimento.”
O prefeito pondera, entretanto, que só a lábia não é suficiente e que os investidores estão atentos à infraestrutura, mão de obra e confiabilidade, algo que o Estado, segundo, ele tem transmitido. “Lembro que quando fui a Criciúma e conversei com o dono da Brametal, em 1998, ele me falou da importância de ter saneamento básico, educação e cursos profissionalizantes. Isso me marcou e passei a trabalhar para avançar a estrutura da cidade. Afinal, não adianta só estar em um local que oferece incentivos, porque isso existe todo mundo tem. O investidor quer mais.”
José Eduardo Azevedo, secretário de Estado de Desenvolvimento, destaca como positiva a linha de atuação da prefeitura e acrescenta o porte da cidade, a disponibilidade de terrenos planos e de água em abundância, e a localização estratégica – Linhares está às margens da BR e próxima ao complexo portuário de Aracruz –, como pontos-chaves para a atratividade.
A lição que fica é que não basta ter qualidades. É preciso contar quais são elas. Nesse quesito, Linhares está fazendo bem o dever de casa. O desejo é que mais municípios se apresentem para o mundo.
Capixabas miram investidores de alta renda
As empresas capixabas de investimentos e soluções financeiras Apex Partners e Golden se fundiram e criaram a APX Golden Investimentos, que passa a ter sob sua custódia uma carteira da ordem de R$ 700 milhões e mil clientes.
O novo negócio vai atuar voltado para o segmento de alta renda e já nasce com o objetivo de expandir a sua carteira em pelo menos seis vezes. A meta dos sócios é chegar em 2023 com R$ 4,3 bilhões sob gestão.
Para alcançar essa marca, a empresa está de olho em uma fatia de 18% dos quase R$ 20 bilhões que esse público tem em estoque de investimentos. As estratégias para conquistar os seletos investidores passa, segundo os donos, por personalização, conteúdo de qualidade e bons resultados de rentabilidade.
Eco$nomia - Tirinha do Arabson - 21/12/2018 Crédito: Arabson

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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