A vida e o pensamento de Jesus compõem a mais influente e notável força do Ocidente. Não é por acaso, muito menos exagerada, a divisão do calendário a partir de Seu nascimento. Muitas também são as razões filosóficas que dão vida às suas ideias após dois milênios. Às vésperas do Natal, apreciemo-las.
O Cristianismo, como a verdade, é simples, discreta: “Quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto” (Mt 6:6). O encontro com o Pai é instante de paz e harmonia: “Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11:28).
Para os cristãos, a mansidão não dispensa a convicção, nem a firmeza: “Aquele que não está comigo, está contra mim; e aquele que comigo não ajunta, espalha” (Mt 12:30). A fé não serve aos proveitos do servo. Seguir Cristo requer renúncia e ação: “Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim” (Mt 10:38).
O luto, as perdas e o sofrimento não devem afastar o cristão de seu propósito: “Segue-me, e deixe que os mortos sepultem os seus mortos” (Mt 8:22). Também são vãs a ansiedade e as angústias pelo futuro: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mt 6:34). Belíssimo!
Em tempos de juízos precoces e condenações prévias, Cristo alerta: “Com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir” (Mt 7:1). Seus preceitos são universais, mas poucos realmente se dispõem a vivê-los: “Porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, poucos hão de encontrá-lo” (Mt 7:14).
Cristo mudou a História. No próximo dia 25, mais de 2 bilhões celebrarão o nascimento d'Aquele que foi crucificado, sem mal algum causar. A vida de Jesus nos convida à esperança, à fé e ao serviço incansável. João nos revela a Verdade: “Tenho-vos dito isto para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo: eu venci o mundo”.