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Segurança

Intervenção: A sombra da violência do Rio sobre o nosso turismo

Por força da intervenção, sabemos que o Espírito Santo será uma das rotas de fuga para muitos criminosos que têm a pretensão de se evadir do ponto de maior pressão no combate ao crime

Publicado em 16 de Fevereiro de 2018 às 18:22

Públicado em 

16 fev 2018 às 18:22

Colunista

O vereador de Vitória Leonil Dias Crédito: Vitor Jubini
O Espírito Santo viveu o medo durante os longos dias da greve da Polícia Militar, em fevereiro de 2017. A população ficou presa em suas casas e o comércio, a indústria e o setor de serviços perderam mais de R$ 2,1 bilhões.
Esta crise na segurança pública atingiu em cheio o turismo no Estado. Segundo dados da Associação da Indústria de Hotéis (ABIH/ES), no período de 4 a 16 de fevereiro de 2017, o setor amargou uma perda de 90% nas reservas. Inclusive, o maior feira de negócios local foi adiada, a Vitória Stone Fair. Na época de carnaval do mesmo ano, o mercado hoteleiro sofreu o reflexo da greve. Houve desistência de 40% e 50% das reservas em Guarapari e Vitória, respectivamente.
Pouco mais de um ano depois, o presidente Michel Temer decretou uma intervenção na Segurança Pública do Rio de Janeiro, que pode durar até dezembro. Isso joga uma sombra bem em cima das terras capixabas por conta da escalada iminente da violência. Com as Forças Armadas assumindo as atividades no Estado vizinho, corre-se o risco de a referida medida ocasionar sérios riscos do nosso lado da fronteira.
Entendemos que a situação no Rio de Janeiro é um problema nacional, no entanto, as suas consequências também são imensuráveis para toda região Sudeste. Por força da intervenção, sabemos que o Espírito Santo será uma das rotas de fuga para muitos criminosos que têm a pretensão de se evadir do ponto de maior pressão no combate ao crime.
Nesse caso, seria de extrema importância haver o apoio do governo federal e demais órgãos e entidades envolvidas para que as estradas, os portos, os aeroportos e as rodoviárias capixabas sejam monitorados 24 horas por dia, a fim de detectar qualquer possibilidade de ingresso de criminosos em nosso Estado, intensificando ações de inteligência no controle de acesso.
Vale reforçar que o aumento da violência e criminalidade urbana prejudicam o direito de ir e vir das pessoas, além de resultar na queda da demanda turística devido o desgaste da imagem do Estado entre os turistas nacionais e internacionais.
*O autor é vereador e presidente das comissões de Turismo e Cultura e Segurança Pública da Câmara de Vitória

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