Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 18:29
Ter um espaço ao ar livre é um convite para aproveitar melhor a casa, mas as variações do clima costumam impor limites. Calor intenso, chuvas inesperadas e até a incidência direta do sol podem reduzir o uso dessas áreas se não houver uma solução adequada. >
Nesse cenário, a cobertura passa a ser um elemento estratégico no projeto, garantindo proteção, bem-estar térmico, consumo energético e até identidade à construção. “Não existe uma cobertura melhor do que a outra, mas, sim, aquela que faz mais sentido para cada projeto, sempre considerando o uso do espaço, clima, arquitetura e o estilo de vida dos moradores”, explica o arquiteto Bruno Moraes, à frente do BMA Studio. >
A seguir, ele elenca 6 tipos de cobertura para diferentes necessidades e estilos de projeto. Confira! >
Uma das escolhas mais clássicas na arquitetura brasileira, especialmente em projetos residenciais , são as telhas de barro. Duráveis e ótimas para absorver calor, elas contribuem com o frescor dos ambientes internos, mesmo nas regiões de clima predominante quente. >
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Além da eficiência, carregam um valor afetivo e cultural que as tornaram atemporais nos projetos. “Hoje, temos versões mais precisas, com encaixes aprimorados e variações de acabamento, mas a essência segue a mesma”, ressalta Bruno Moraes. >
Menos comuns, as telhas translúcidas são semelhantes às telhas de barro, porém priorizam mais a iluminação natural e a redução do consumo energético. O profissional explica que são muito adotadas em áreas de serviço , corredores, garagens e áreas externas cobertas. >
Mas seu desafio está na dosagem. O uso pontual e estratégico das telhas translúcidas é o que garante o resultado sem comprometer a eficiência térmica, especialmente quando combinadas com outros materiais. >
“Ela precisa ser pensada como um recurso arquitetônico, não apenas funcional. Quando empregada com critério, transforma a percepção da área externa e melhora a experiência cotidiana”, destaca o profissional. >
As coberturas de vidro representam uma escolha altamente valorizada nos projetos contemporâneos , pois permite máxima entrada de luz natural e cria uma conexão direta entre interior e exterior, especialmente em jardins, pátios internos, áreas gourmet e varandas. >
Com o avanço da tecnologia, o vidro passou a oferecer ainda mais segurança com opções laminadas, temperadas e de controle solar. “Esteticamente, o material confere leveza à estrutura e valoriza a arquitetura, resultando em ambientes luminosos e visualmente amplos. A atenção maior fica por conta da especificação correta e da integração com sistemas de ventilação e sombreamento”, comenta Bruno Moraes. >
As coberturas artesanais, feitas de fibras naturais como palha, bambu ou tramas de fibras sintéticas com aparência natural, resgatam técnicas tradicionais e imprimem um forte caráter sensorial aos espaços. Além do apelo estético, oferecem bom desempenho na filtragem da luz, concebendo sombras suaves e um ar mais natural. >
Outra tendência atual é o uso híbrido de coberturas, combinando diferentes materiais em um mesmo projeto, como as coberturas de barro com as de vidro da imagem acima. Essa estratégia permite extrair o melhor desempenho de cada sistema ao equilibrar luz, ventilação, conforto térmico e estética. >
“É comum, por exemplo, associar telhas de barro com trechos translúcidos, ou estruturas metálicas com painéis de vidro. O resultado são espaços mais dinâmicos, adaptáveis às diferentes funções e horários de uso”, explica. >
Por fim, as coberturas móveis vêm se destacando como uma das soluções mais desejadas, especialmente em áreas externas como rooftops e espaços gourmet , devido ao potencial flexível de poder abrir ou fechar o ambiente conforme o clima, a incidência solar ou o tipo de uso. >
Esses sistemas podem ser compostos por estruturas metálicas com painéis retráteis de vidro, policarbonato ou tecidos técnicos, na maioria das vezes automatizados. Assim, o espaço se transforma ao longo do dia, oferecendo proteção em dias chuvosos e abertura total em momentos de clima agradável. >
“Recomendo sempre orçar esse tipo de solução com um profissional especializado. Além da qualidade do acabamento, isso evita dores de cabeça futuras, como infiltrações ou até danos a equipamentos e mobiliário”, finaliza Bruno Moraes. >
Por Emilie Guimarães >
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