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Cotidiano

Crônica: Ano novo, coragem grande

Mais uma chance de fazer melhor, maior, ou completamente diferente. Outra oportunidade de inventar a si. Assim mesmo!

Publicado em 31 de Dezembro de 2023 às 14:39

Publicado em 

31 dez 2023 às 14:39
Maria Sanz

Colunista

Maria Sanz

Réveillon: Tradicional queima de fogos na praia de Copacabana, a festa e considerada uma das maiores do mundo, em 2015
Mais uma chance de fazer melhor, maior, ou completamente diferente. Outra oportunidade de inventar a si. Assim mesmo! Crédito: Ricardo Borges/Folhapress
Tudo novo, nova mente.
Mais uma chance de fazer melhor, maior, ou completamente diferente. Outra oportunidade de inventar a si. Assim mesmo! Consertar, refazer, colar, tecer...
"Reset": alvo polido, tanque cheio, página nova, recomeço.
Réveillon! Precioso simbolismo que é um verdadeiro rearmamento de esperanças.
E fogos de artifício do lado de dentro, porque também sem sonho não se vive... Então, que venham outros riscos!
Outra história é um ano novo! Como me inspira saber disso. Por isso o suspiro... Preparo a alma, arrumo a casa e o peito, para receber dias novos, brilhantes.
Ora, se não assim, como? Arregaço as mangas (vale o esforço), mulher-maravilha de olho no horizonte: "Vem todo novo, ano!"
Nota: existe um estudo que comprova, colocar-se por alguns minutos na postura de um super-herói ativa no cérebro um funcionamento capacitador. Ou seja, sutilmente ganhamos força através da imaginação, sutilmente suportada por uma postura. Uma simples meditação... Feita sob o sol nascente, de preferência.
Firmeza no corpo e na mente – êta par porreta! Generais de gentilezas...
Um ordena, o outro, primeiro, reclama, depois executa e aprende.
Super somos! E super sendo, proponho: para o ano que vem de lá, mãos na cintura, postura e pronto: tudo só depende da nossa presença – no que se pretende.
Estejamos a postos. Arrumemos a casa e o corpo. Cuidar de fazer, do nosso jeito, tudo, tudo, tudo acontecer.
Como você se ama? Como se encontra, lendo esta crônica? Sentado, cotovelos apoiados sobre a mesa? Deitado, braço atrás da cabeça? Encolhido, na cama? Estirado na espreguiçadeira? À sua maneira, descanse.
Há tempo ainda.
Agora, quando virar o ano, se levante. Se imponha.
Em pose de mulher-maravilha. Ou de super-homem, para o alto e avante
Cheios de absolutas incertezas! E a velha coragem de gente grande.

Maria Sanz

É artista e escritora, e como observadora do cotidiano, usa toda sua essência criativa na busca de entender a si mesma e o outro. É usuária das medicinas da palavra, da música, das cores e da dança

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