Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • HZ
  • Pet
  • Enchentes: médico-veterinário dá dicas para garantir a sobrevivência de animais
Veja o que fazer

Enchentes: médico-veterinário dá dicas para garantir a sobrevivência de animais

Centenas de animais já foram resgatados nas chuvas do Rio Grande do Sul, mas muitos ainda estão à espera desse socorro

Publicado em 08 de Maio de 2024 às 14:30

Publicado em 

08 mai 2024 às 14:30
Rachel Martins

Colunista

Rachel Martins

Bombeiros e voluntários no resgate de pessoas e animais em Porto Alegre
Bombeiros e voluntários no resgate de pessoas e animais em Porto Alegre Crédito: Donaldo Hadlich/Folhapress
As chuvas que atingem o Rio Grande do Sul nos últimos dias têm chamado a atenção de um Brasil perplexo diante da proporção da tragédia, cuja enchente atingiu praticamente todas as cidades gaúchas. Diante disso, uma grande mobilização do Poder Público, instituições privadas e sem fins lucrativos, além de dezenas de cidadãos voluntários, tanto do Sul quanto do restante do País, vem ocorrendo com uma única missão: salvar vidas, incluindo os animais. Segundo o governo do RS, quase 6 mil animais já foram socorridos.
Centenas de vídeos circulam pelas redes sociais mostrando o resgate de muitos cães e gatos que acabaram sendo deixados para trás. Mas é bom lembrar que nesta hora não se deve julgar o tutor. Só quem passa por uma situação dessa intensidade, e se encontra em um momento de desespero tentando encontrar maneiras de salvar a família, sabe a dor que representa essa difícil decisão.
A coluna É o bicho conversou com o médico-veterinário, Enderson Barreto, membro do Grupo de Resposta a Animais em Desastre, GRAD Brasil, que está no Rio Grande do Sul atuando junto à equipe no resgate dos animais, para saber como agir diante de enchentes, não só garantindo a própria sobrevivência, mas também de seus pets.
“Para nós que atuamos há mais de dez anos nesses cenários, é algo inimaginável, nunca presenciamos uma tragédia tão grande. O número de animais que estão à espera de socorro é muito grande, difícil até de mensurar. E ainda tem a dificuldade do nível da água que não abaixa e a extensão da inundação é enorme”.
Centenas de animais já foram resgatados, mas muitos ainda estão à espera desse socorro. E às vezes são resgates muito complexos, com cachorros e gatos em telhados que não suportam o peso das pessoas, entre outras situações, o que exige muita técnica. “Um único resgate pode demorar horas”, destaca.
Ele explica, ainda, que quando a cidade é atingida por uma chuva torrencial e a água começa a subir dentro de casa, a ação precisa ser rápida, primeiro, claro, para garantir a vida das pessoas que vivem lá. Mas sempre é importante lembrar dos animais de estimação. O ideal, no caso de cães, é levá-los juntos aos donos, preferencialmente com guias ou coleiras.
Quando isso não for possível, a dica é jamais deixá-los presos em correntes ou trancados, seja lá onde for. Isso possibilita a ele uma possibilidade de rota de fuga, proporcionando uma imensa chance de sobrevivência
Em relação aos gatos, Barreto, ao perceber que a água está subindo, diz que o certo é pegar o bichano e levá-lo junto dentro da caixa de transporte. “Caso a pessoa não tenha uma caixa de transporte, o ideal é enrolar o felino em uma fronha de travesseiro, saco de linhagem, algo que possa restringir seus movimentos, já que trata-se de animais mais ariscos. E se não for possível de jeito nenhum, seguir a mesma lógica dos cães, deixá-los soltos para que possam seguir seu instinto de sobrevivência e encontrar um lugar seguro”, informa.
Pássaros em gaiolas seguem a mesma lógica, mas caso não possam ser levados com os donos, a dica é colocá-los, então, em locais o mais alto possível. “Aves de quintal também devem ser soltas do galinheiro, assim como os animais de grande porte, que, assim, seguindo o instinto, vão procurar locais altos para se abrigar. Outra coisa muito essencial é sempre deixar um papel plastificado, colado em algum local, informando quantos pets tem na casa, o nome do tutor e telefone e como cada animal é identificado”, destaca.
Éderson Barreto e Carla Sássi, médicos-veterinários que estão atuando no resgate de animais no Rio Grande do Sul
Enderson Barreto e Carla Sássi: médicos-veterinários dao GRAD Brasil que estão atuando no resgate de animais no Rio Grande do Sul Crédito: Acervo pessoal
Ele completou: “As pessoas podem ajudar doando ração, medicamentos, caminhas, cobertores, comedouros, entre outros insumos que possam ajudar a manter esses animais, porque os desafios continuam e os gastos para cuidar de tantos animais é altíssimo. Por isso, contamos com a ajuda de todos os brasileiros”.
Quem quiser ajudar proporcionando o bem-estar desses animais o Pix Solidário é 54.465.282/0001-21

Rachel Martins

Uma jornalista que ama os animais, assim é Rachel Martins. Não é a toa que ela adotou duas gatinhas, a Frida e a Chloé, que são as verdadeiras donas da casa. Escreve semanalmente sobre os benefícios que uma relação como essa é capaz de proporcionar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Sharon Stone diz que casamento acabou após ex rejeitar decisão de ela retirar as mamas
Sharon Stone diz que casamento acabou após ex rejeitar decisão de ela retirar as mamas
Segundo a PM, o motorista sofreu uma convulsão enquanto dirigia e perdeu o controle do veículo
Ambulância atinge motociclista e cai em ribanceira após motorista passar mal em Pancas
Imagem de destaque
CBN Vitória ao vivo: Governo suspende vacina contra a dengue do Butantan; o que fazer quem tomou?

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados