Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • HZ
  • Moda e Beleza
  • Veja como ajudar crianças crespas e cacheadas a construir uma relação positiva com a própria imagem
Moda

Veja como ajudar crianças crespas e cacheadas a construir uma relação positiva com a própria imagem

Cuidados com os fios, representatividade e liberdade para conhecer a própria textura podem contribuir para que meninos e meninas desenvolvam desde cedo uma relação mais positiva com o cabelo
Portal Edicase

Publicado em 08 de Outubro de 2026 às 16:55

A maneira como o cabelo é cuidado na infância pode transformar a rotina dos fios em um momento de vínculo e descoberta  (Imagem: Evgeny Atamanenko | Shutterstock)
A maneira como o cabelo é cuidado na infância pode transformar a rotina dos fios em um momento de vínculo e descoberta Crédito: Imagem: Evgeny Atamanenko | Shutterstock

A relação com o cabelo começa muito antes de a criança conseguir explicar o que ele representa. No dia a dia, os cuidados feitos em casa, a maneira como os adultos falam sobre os fios e até as referências encontradas em desenhos, brinquedos e personagens podem influenciar a forma como meninos e meninas percebem a própria aparência.

Para crianças com cabelos crespos e cacheados, esse processo também envolve conhecer a própria textura e aprender que ela pode ser cuidada de diferentes maneiras. Para a cabeleireira Claudia Fernandes, uma das responsáveis pelo curso profissionalizante do Instituto Embelleze voltado aos cuidados com cabelos crespos e cacheados, essa construção passa pelo acesso à informação, mas também pelo reconhecimento.

“Minha mãe sempre cuidou muito bem do meu cabelo. Eu era aquela criança que estava sempre com o cabelo impecável. Existia muito cuidado, muito carinho e muitos rituais dentro de casa. Mas, ao mesmo tempo, eu quase nunca conheci meu cabelo em sua textura natural. Ele passou por henê, relaxamentos, permanente afro e outras formas de transformação”, conta.

A experiência fez com que Claudia Fernandes passasse a olhar de outra maneira para a relação das crianças com os próprios fios. Segundo ela, não se trata de desconsiderar os cuidados recebidos na infância, mas de reconhecer que as referências disponíveis naquele período eram diferentes. “O que faltava também era representatividade . Eu não me lembro de encontrar com facilidade princesas, bonecas ou personagens que me fizessem pensar: ‘Esse cabelo se parece com o meu’.”

Foi somente na vida adulta, durante o próprio processo de transição capilar, que a especialista passou a compreender melhor a sua textura. A experiência também mudou a forma como ela passou a orientar outras famílias. “Hoje, quando converso com mães e crianças, penso que é importante que elas conheçam o próprio cabelo e aprendam a cuidar dele, respeitando suas características.”

O cuidado começa pelo conhecimento da textura

Cabelos crespos e cacheados apresentam diferentes padrões de curvatura e podem ter necessidades distintas. Por isso, segundo Claudia Fernandes, o primeiro passo é observar como o cabelo da criança se comporta naturalmente, em vez de tentar adequá-lo a um padrão específico.

“O cabelo infantil precisa ser respeitado como ele é. Antes de pensar em transformar, é importante conhecer a textura, entender como ela reage à água, à lavagem, à finalização e descobrir quais cuidados deixam os fios confortáveis e saudáveis.”

Cuidando do cabelo da criança no dia a dia

Na rotina, alguns cuidados simples podem ajudar a preservar os fios e tornar o momento de cuidar do cabelo mais tranquilo para a criança. Confira!

1. Lavar de acordo com a necessidade dos fios

A frequência da lavagem deve considerar a rotina da criança, o couro cabeludo e o nível de oleosidade. O shampoo deve ser aplicado com movimentos suaves, evitando esfregar os fios de maneira agressiva. “Não é preciso esfregar o comprimento para limpar o cabelo. O cuidado começa pelo couro cabeludo e deve ser feito com delicadeza, principalmente porque estamos falando de crianças.”

2. Usar condicionador e desembaraçar com cuidado

O condicionador pode facilitar o desembaraço e reduzir o atrito entre os fios . Para cabelos crespos e cacheados, o ideal é desembaraçar com o cabelo úmido e com produto que ofereça deslizamento. O processo pode começar pelas pontas e avançar gradualmente em direção à raiz. Pentes de dentes largos ou os próprios dedos podem ajudar a reduzir a tração.

Nos cabelos crespos e cacheados, umedecer os fios antes de desembaraçá-los pode tornar o processo mais delicado e confortável (Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock)
Nos cabelos crespos e cacheados, umedecer os fios antes de desembaraçá-los pode tornar o processo mais delicado e confortável Crédito: Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock

3. Evitar desembaraçar o cabelo seco

Nos cabelos com maior grau de curvatura, pentear os fios secos pode aumentar o atrito, favorecer a quebra e alterar a definição natural. Por isso, Claudia Fernandes recomenda que o desembaraço faça parte do momento de lavagem ou finalização. “Uma coisa que costumo reforçar com as famílias é que o cabelo crespo e cacheado não precisa ser tratado com força. Quanto mais delicado for o processo de desembaraçar, melhor será para os fios e também para a experiência da criança.”

4. Criar uma rotina de finalização simples

Depois da lavagem, a família pode testar diferentes formas de finalização até encontrar aquela que melhor funciona para a textura da criança. Cremes próprios para a faixa etária podem ajudar na definição e no controle dos fios. Não é necessário buscar um resultado perfeitamente definido. O objetivo é encontrar uma rotina prática, confortável e compatível com o cotidiano da família.

5. Ter atenção aos penteados

Tranças, rabos de cavalo, coques e outros penteados podem fazer parte da rotina, mas precisam ser feitos sem tração excessiva. Elásticos muito apertados e penteados que puxam constantemente a mesma região podem causar desconforto e contribuir para a quebra. “Penteado também precisa ser sinônimo de conforto. A criança não deve precisar sentir dor para ficar com o cabelo arrumado.”

6. Respeitar o tempo da criança

O momento de cuidar do cabelo pode se tornar uma experiência de vínculo entre adultos e crianças. Conversar, explicar o que está sendo feito e permitir que a criança participe de pequenas escolhas pode ajudar a transformar a rotina. Ela pode escolher entre dois penteados, decidir qual acessório usar ou simplesmente acompanhar o processo diante do espelho.

Para Claudia Fernandes, essa participação também ajuda a criança a desenvolver autonomia. “Quando a criança começa a conhecer o próprio cabelo, ela também começa a entender que pode fazer escolhas sobre ele. Isso é muito importante para a construção da identidade”, finaliza.

Por Caroline Amorim

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
Abstenção, capitais e a nova cara do Congresso: os gráficos que explicam o 1º turno de 2026
Veterinário salva recém-nascida engasgada após pais pedirem ajuda em pet shop, em Vitória
Veterinário salva bebê engasgada dentro de pet shop em Vitória
Parlamentares foram ouvidos pela Polícia Federal na terça-feira (6)
PF ouve vereadores de Cariacica para apurar denúncia de violência política de gênero

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados