Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 18:49
Faltando poucos dias para o início do Carnaval, os foliões começam a buscar a fantasia perfeita para a festa. Nessa missão, além do conforto e de acessórios que expressem a personalidade, a maquiagem ganha destaque — especialmente o glitter, marca registrada da celebração e item quase indispensável. >
O problema é que a escolha desse brilho nem sempre é a mais adequada. O glitter de papelaria, por exemplo, costuma ser utilizado de forma inadequada na pele e pode causar riscos. Sobre isso, Karine Cade, dermatologista da clínica Otávio Macedo & Associados, alerta: “o glitter vendido em papelarias é um triturado de microplásticos combinado com óxido de ferro para dar coloração. Além de não ser indicado para uso tópico na pele, é prejudicial para o meio ambiente”, diz. >
A dermatologista indica o uso de cosméticos que contêm glitter em sua composição, já que são produtos que chegam ao mercado depois do processo de aprovação na Anvisa e suas fórmulas são adequadas para a pele. >
Outra opção que não afeta a pele disponível no mercado é o glitter ecológico. A versão mais natural é produzida a partir de materiais como farinha de arroz, corantes vegetais e minerais, algas e gelatina incolor. “Entre o glitter comum, que é plástico, e o ecológico, o segundo é muito melhor para a pele e ainda é biodegradável”, diz Karine Cade. >
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Mesmo nessa época em que o cansaço da festa pode vencer a vontade de cuidar da pele, é importante retirar o glitter da pele usando algodão umedecido em água micelar . “Após a remoção do glitter, é preciso lavar o rosto com gel ou sabonete de limpeza para ajudar a limpar e desobstruir os poros, tanto do resquício da maquiagem quanto da poluição”, diz Karine Cade. >
Em casos em que a pessoa cola purpurina ou brilhos maiores no corpo, é importante usar cola específica para a pele. Para remover esses brilhos, a profissional indica demaquilantes bifásicos. “O uso de óleo corporal também é uma opção interessante, porque diminui a aderência do glitter no corpo, facilitando a limpeza e evitando alergias e irritações”, afirma a especialista. >
A dermatologista ainda alerta que pessoas com a pele acneica devem evitar usar esse tipo de brilho. “Quem tem problemas com acne já produz mais sebo, e o uso de maquiagem ou glitter também obstrui os poros, o que pode acarretar piora da condição”. >
Embora muitas pessoas apliquem os brilhos em regiões sensíveis, a dermatologista ressalta que há riscos. Áreas como os olhos, incluindo as pálpebras em que a pele é mais fina e delicada, devem ser evitadas. >
“Também não é recomendado usar próximo ao nariz, já que existe um risco de aspiração do glitter. Isso pode causar irritação no aparelho digestivo e sintomas como enjoo, vômito e dor abdominal. É importante, também, não usar em áreas lesionadas da pele, já que isso pode agravar o quadro”, diz Karine Cade. >
Além disso, é importante lembrar que produtos e acessórios não devem ser compartilhados. Eles podem estar contaminados com microorganismos capazes de causar infecção, além do risco de contágio com herpes labial ou conjuntivite. A qualquer sinal de incômodo com o produto, é importante remover na hora com água corrente e sem esfregar para não causar lesões. >
Por Rita Lopes >
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