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Café que vira moda

Startup do hub de inovação da Rede Gazeta transforma 250 kg de borra de café em óculos de sol sustentáveis

Startup residente do Fonte Hub, Guriri.Co, transforma borra de café em óculos sustentáveis e gera impacto social.

Publicado em 04 de Fevereiro de 2025 às 15:07

Bianca Lemos

Publicado em 

04 fev 2025 às 15:07
A parceria entre o hub de inovação da Rede e a startup Guriri Co. já rende frutos antes mesmo do lançamento dos óculos, previsto para maio deste ano
A parceria entre o hub de inovação da Rede e a startup Guriri Co. já rende frutos antes mesmo do lançamento dos óculos, previsto para maio deste ano Crédito: Divulgação Guriri.Co
Desde outubro de 2024, a borra de café dos cafezinhos tomados no Fonte Hub ganhou um novo destino: em vez de ir para o lixo, o resíduo é transformado em armações de óculos sustentáveis pelo projeto 'Coffea Art'. Em três meses, mais de 250 kg de matéria-prima foram recolhidos, superando a estimativa inicial de 50 kg/mês.
A parceria entre o hub de inovação da Rede e a startup Guriri Co. já rende frutos antes mesmo do lançamento dos óculos, previsto para maio deste ano. “O pessoal aderiu, gostou da ideia, foi muito positivo. A nossa perspectiva era alcançar isso em março, mas como a demanda foi aumentando de 10 a 20% desde o ano passado, a gente já alcançou mais de 250 quilos. Foi inesperado mesmo”, revela Luís Santos, fundador da Guriri Co.
Com o bioacetato já pronto – uma mistura de óleos essenciais, extraídos da borra, com insumos ecológicos – Luís explica que o material está na fase de testes de durabilidade e resistência. Após as verificações de qualidade do insumo, o fundador completa que as hastes de madeira que compõem os óculos serão substituídas pelas feitas com o bioacetato. A ideia é que, gradativamente, as armações passem a ser produzidas totalmente com o produto extraído a partir da borra do café.
O que sobra do corte do bioacetato para as hastes também entra na esteira do reaproveitamento. Agora, com um toque de preciosidade na confecção e biojoias. Tudo isso feito pelas mãos de mulheres em situação de vulnerabilidade social. “Nós acreditamos muito no socioambiental, trabalhar a sociedade e que isso gera frutos em sustentabilidade. A ideia de trabalhar com essas mulheres é tentar, de alguma forma, trazer dignidade e renda a elas”, explica Luís.

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