Em sorteio realizado nesta terça-feira (11) na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro, foram definidos os confrontos das quartas de final da Copa do Brasil.
Dos quatro jogos desta fase da disputa, três serão clássicos regionais: Palmeiras x Santos, Grêmio x Internacional e Cruzeiro x Atlético-MG. Vasco e Vitória completam os duelos das quartas da Copa do Brasil. É a primeira vez na história da competição, que começou em 1989, que três das quatro partidas das quarta de final serão clássicos entre times rivais.
A edição que chegou mais perto foi a de 2025, com dois clássicos: Atlético-MG x Cruzeiro mais uma vez, com vitória dos cruzeirenses por 4 a 0, no placar agregado, e Vasco x Botafogo, com triunfo vascaíno na disputa de pênaltis, após empate em 2 a 2 depois dos dois jogos.
As partidas de ida e volta estão previstas para acontecer entre 26 de agosto e 2 de setembro.
As semifinais ocorrerão entre 1º e 8º de novembro, com a final pela primeira vez em jogo único, no dia 6 de dezembro. O sorteio desta terça-feira também definiu os mandos de campo, com Inter, Cruzeiro, Vasco e Palmeiras disputando o primeiro jogo em casa.
Além disso, também ficou definido o caminho dos times até a final. O vencedor do clássico gaúcho terá pela frente nas semifinais quem passar do clássico mineiro, com Palmeiras ou Santos encarando na próxima fase Vitória ou Vasco. Do grupo classificado, sete já conquistaram o título da competição ao menos uma vez, reunindo um total de 20 taças. O único que ainda não sagrou-se campeão é o Vitória, que ficou com o vice em 2010, contra o Santos de Neymar.
A CBF também anunciou que as partidas das quartas de final contarão com a tecnologia do impedimento semiautomático, que já passou a ser adotada no Campeonato Brasileiro.
Ao longo da história, a Copa do Brasil foi o palco de algumas das maiores zebras do futebol brasileiro, o que chegou a lhe render a alcunha de "competição mais democrática" do país.
Em 2004, o Santo André, então na Série B, deixou pelo caminho Atlético-MG e Palmeiras, batendo o Flamengo de Júlio César e Athirson na decisão.
No ano seguinte, foi a vez do Paulista de Jundiaí, que passou por Botafogo e Internacional e superou o Fluminense na final. Um dos casos mais lembrados ocorreu em 2002, quando o pequeno ASA de Arapiraca tirou o Palmeiras logo na primeira fase. Nos últimos anos, porém, o aumento da premiação aos times que chegam mais longe no torneio reduziu o espaço para as surpresas.
Até 2017, o campeão recebia R$ 6 milhões, valor que deu um salto de 730% para R$ 50 milhões, a partir de 2018, quando a CBF fechou um novo contrato de direitos de transmissão com a Rede Globo.
Desde então, os valores vêm em trajetória crescente, chegando a R$ 78 milhões ao campeão, e a R$ 34 milhões ao vice, na edição de 2026.