Há um bom tempo se discute qual a melhor forma de apresentar o futebol. Enquanto muitos defendem que jogar pelos resultados é o melhor caminho para se chegar aos títulos, outros enxergam que o verdadeiro futebol brasileiro é aquele jogado com técnica e habilidade, mas que nem sempre consegue levar a conquistas. E aí, amigos torcedores, o que pensam sobre o assunto? A minha opinião é bem clara sobre o tema: o de técnica e habilidade. Claro que no mundo ideal as duas maneiras de jogar aliadas seria a melhor alternativa.
Porém, para isso acontecer, teríamos que ter um cenário perfeito, o que convenhamos é muito difícil. Tivemos alguns exemplos como o Santos de Pelé, a Seleção de 70, o Flamengo de Zico e o Barcelona de Messi. Mas como vemos, foram poucos se compararmos com a quantidade de times existentes. Na década de 80, a Seleção de Telê Santana jogava um futebol com muita qualidade técnica e geralmente envolvia os adversários com muita habilidade. Esse time, comandado por Zico, Sócrates, Júnior e outros craques, encantava os torcedores não só do Brasil, mas também de todo o mundo. Mas bastou a derrota para a Itália na Copa do Mundo da Espanha, em 1982, para o futebol da Seleção Brasileira começar a ser questionado pelo fato de jogar bonito, porém sem conquistar títulos. E desde então técnicos brasileiros começaram a copiar o estilo de jogo da Itália, que chamavam de futebol de resultados porque mesmo sem jogar bonito conseguia, através do seu sistema de jogo, chegar aos títulos como no Mundial de 1982. Culminou com a conquista do Brasil na Copa do Mundo de 1994, na qual o técnico Carlos Alberto Parreira, adepto deste sistema tático. Faço a ressalva de que o time era realmente limitado, porém altamente competitivo e com um sistema defensivo muito forte. Mas que na minha opinião só chegamos ao título graças a Romário e Bebeto.
Agora no Brasileirão a polêmica vem novamente à tona em função da campanha do Palmeiras já praticamente campeão, mas jogando um futebol do jeito Felipão de ser, isto é, o futebol de resultados. Reconheço que no atual e fraco futebol brasileiro, esta forma realmente vem dando certo principalmente por causa da fragilidade das equipes adversárias. Afinal o Palmeiras invicto há 19 partidas, mas sem ter um jogador sequer que podemos chamar de craque. A virtude é do sistema de jogo. O próprio Luiz Felipe Scolari reconhece que montou a equipe do Palmeiras baseada no sistema defensivo e rapidez nos contra-ataques. Pois é amigos, a polêmica está lançada e não custa conversar com seus pares, nas rodas e tentar saber se para o torcedor brasileiro, orgulhoso do futebol admirado mundo afora, se isso vale à pena. Que fique claro: para mim que fui criado no futebol assistindo grandes espetáculos produzido por craques, não satisfaz porque quero conquistar títulos com a essência do futebol brasileiro, que sempre deu alegria.
FUTEBOL SOLIDÁRIO
Neste sábado (17) às 16h30, no Kleber Andrade, haverá um desfile de craques em prol das vítimas das últimas enchentes no Estado. Rio Branco/Vasco x Desportiva/Flamengo. O ingresso poderá ser trocado por quilos de alimentos não perecíveis.