Não deve mais haver disputa pelo comando da Mesa Diretora na Câmara de Vitória. Em minoria, a chapa do PPS jogou a toalha. Desistiu de ir para o embate em plenário, na votação marcada para esta quarta-feira (15), e agora busca uma composição com a chapa adversária, encabeçada pelo vereador Clebinho (PP).
No fim de julho, duas chapas foram inscritas na eleição que vai definir a composição da próxima Mesa Diretora, que conduzirá os trabalhos na Casa durante o biênio 2019-2020. A primeira, tendo Clebinho como candidato à presidência, conta com o apoio de oito dos 15 vereadores. Seis deles são integrantes da base do prefeito Luciano Rezende (PPS). A segunda chapa, encabeçada por Leonil (PPS), é composta por sete vereadores, incluindo todos os quatro do partido do prefeito.
Sem perspectiva de reverter o quadro que antecipava uma derrota na votação em plenário, o vereador Fabrício Gandini (PPS), braço direito de Luciano e articulador da chapa da situação, procurou Clebinho visando a uma composição entre as duas chapas. A ideia é a fusão das duas para formação de chapa única. Nesse caso, se a proposta vingar, Clebinho mantém-se como candidato à presidência, mas sua chapa absorverá dois componentes da chapa adversária: o atual presidente, Vinícius Simões, e Leonil (ambos do PPS). Eles devem ser acomodados, respectivamente, como 2° secretário da Mesa e 2° vice-presidente.
Gandini teve uma primeira conversa com os vereadores Sandro Parrini (PDT) e Dalto Neves (PTB), em busca da composição. Depois, os oito apoiadores da chapa se reuniram nesta segunda-feira (13) para discutir a proposta. Estão inclinados a aceitá-la, mediante duas condições: que os 15 vereadores assinem que estão de acordo e que a Procuradoria da Câmara dê o aval técnico para a fusão das chapas.
"Não queremos ter um racha interno. Para manter a governabilidade, é importante termos essa conversa. Só não abrimos mão da presidência, porque temos a maioria", afirma o vereador Mazinho dos Anjos (PSD), apoiador da chapa de Clebinho.
No novo arranjo, os dois vereadores que abrem mão dos lugares na Mesa para acolhimento de Simões e Leonil são Davi Esmael e Nathan Medeiros. Os dois são do PSB, partido do ex-governador Renato Casagrande, que acaba de lançar candidatura ao governo do Estado e que tem justamente em Luciano o principal aliado eleitoral.
Se a composição se concretizar, o desenho da chapa única deve ficar assim:
Presidente: Clebinho (PP)
1° secretário: Dalto Neves (PTB)
2° secretário: Vinícius Simões (PPS)
3° secretário: Luiz Paulo Amorim (PV)
1° vice-presidente: Sandro Parrini (PDT)
2° vice-presidente: Leonil (PPS)
3° vice-presidente: Roberto Martins (PTB)