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futebol

Vini Jr. e Gabi: especialista alerta sobre mudança de nome de atletas

Marcelo Palaia, professor de marketing esportivo pela ESPM, entende que alteração pode ser prejudicial por se tratar de uma 'marca'...

Publicado em 15 de Dezembro de 2020 às 12:14

LanceNet

Publicado em 

15 dez 2020 às 12:14
Crédito: Alexandre Vidal/Flamengo
Chamou atenção neste último domingo, antes da partida contra o Santos, no Maracanã, a postagem do jogador Gabigol em suas redes sociais: "new name". O antigo "Gabriel B." dava lugar ao nome de "Gabi" na camisa, apelido que ele é chamado por amigos e companheiros de Flamengo.
+ Gabi empata com Pedro na artilharia do Flamengo na temporada; veja a listaDe acordo com pessoas próximas ao atacante rubro-negro, a mudança não seguiu nenhuma recomendação mais técnica ou profissional de agências de publicidade ou assessoria, ao contrário do que aconteceu há alguns meses com Vinícius Jr.
Na ocasião, o camisa 20 do Real Madrid passou a estampar o nome de Vini Jr., seguindo uma recomendação da empresa que cuida da carreira do jogador - foi pensando de forma estratégica e comercial, diferente de Gabigol, ou Gabi, que simplesmente quis mudar por livre e espontânea vontade.
Marcelo Palaia, professor de marketing esportivo pela ESPM e especialista na área, entende que essas alterações são mais prejudiciais do que benéficas aos atletas.
- O nome de um atleta, assim como de músico, artista, celebridades, são verdadeiras marcas que eles passam a ter durante a carreira. O cuidado com essa marca, com o nome, tem que existir constantemente.
+ Confira a tabela do Campeonato Brasileiro e simule os resultados
No caso de Vini Jr., a mudança seguiu uma linha de estudo de que era difícil pronunciar o nome Vinícius entre os catalães, em outros países europeus e até mesmo asiáticos, como China e Japão, mercados em que o estafe do atacante já pensa a longo prazo. Por isso, a alteração para um nome mais curto: Vini.
- Existe toda uma relação afetiva, que vem desde as categorias de base ou quando esses atletas passam a criar uma identificação com seus clubes de origem. No caso do Vini, foi algo pensado e estudado, mas o atleta não pode simplesmente mudar o nome porque achou que é mais bonito ou mais feio. Ele começou assim e fica difícil depois mudar - aponta Palaia.
Do mesmo jeito que muda o penteado a cada partida, pode ser que Gabi volte a querer ser chamado de Gabigol no futuro, mas o zelo com aquilo que chama de 'marca' precisa ser encarado com importância.
- Imagina se Lebron James não fosse mais chamado de King, se Anderson Silva abandonasse o Spider, ou se Pelé voltasse a querer ser chamado de Edson? Depois pode não ter o mesmo reconhecimento que você criou ou desenvolveu ao longo de toda vida profissional - finaliza o professor.
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