Sair
Assine
Entrar

Agressão sexual em 2016

"Vi Neymar normal", diz colega de seleção brasileira após acusação

No primeiro dia de entrevistas coletivas, Felipe e Emerson afirmaram que se trata de um "assunto pessoal" e que deve ser conduzido pelo jogador

Publicado em 28 de Maio de 2021 às 16:44

Agência Estado

Publicado em 

28 mai 2021 às 16:44
Neymar se apresenta na Granja Comary para jogos com a seleção
Neymar se apresenta na Granja Comary para jogos com a seleção Crédito: Lucas Figueiredo/CBF
Os jogadores da seleção brasileira evitaram comentar a acusação feita por uma funcionária da empresa Nike contra Neymar a respeito de uma suposta agressão sexual em 2016. No primeiro dia de entrevistas coletivas do grupo que está concentrado na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), os defensores Felipe e Emerson afirmaram que se trata de um "assunto pessoal" e que deve ser conduzido pelo jogador. Emerson classificou o tema como "chato" e que "viu Neymar normal, como sempre".
De acordo com jornal americano The Wall Street Journal, a acusação teria sido o motivo pelo qual a marca de produtos esportivos encerrou o contrato com o jogador do Paris Saint-Germain em agosto do ano passado sem alegar um motivo. O compromisso ainda tinha mais oito anos de duração.
"Vi Neymar normal, como sempre. É um assunto chato, é um assunto pessoal. Se fosse meu, eu até falaria, mas é um assunto de outra pessoa. Não cabe a mim falar sobre esse assunto", disse o lateral-direito Emerson, convocado para a vaga de Daniel Alves, cortado por lesão. O jogador do Betis confirmou que assinou contrato de três anos com o Barcelona.
O zagueiro Felipe, campeão espanhol pelo Atlético de Madrid e primeiro jogador a participar de entrevista coletiva, adotou discurso idêntico. "A gente está focado nos dois jogos aqui das Eliminatórias. Focados nos treinos, no nosso trabalho. Esse caso (do Neymar) é pessoal, ele que tem que resolver, não é a gente que tem que se colocar em nada. Somente focar e olhar para o lado futebolista. Durante os treinos, temos que fazer o que a comissão nos pede. Isso quem resolve é ele", afirmou.
O ex-corintiano que também chegou a seleção nesta convocação para substituir o companheiro. Em seu caso, Lucas Verissimo, ex-Santos e hoje no Benfica, foi cortado após lesão muscular.
A funcionária da Nike disse a amigos e colegas que Neymar tentou forçá-la a fazer sexo oral em um quarto de hotel de Nova York, onde ela ajudava a coordenar eventos e fazia a logística para o atacante e sua comitiva. Funcionários da Nike, atuais e antigos, são citados nos documentos.
Em publicação em seu Instagram, Neymar disse que não teve a oportunidade de se defender. "Não me deram a oportunidade de me defender. Não me deram a oportunidade de saber quem é essa pessoa que se sentiu ofendida. Eu nem a conheço. Nunca tive nenhum relacionamento. Não tive sequer oportunidade de conversar, saber os reais motivos da sua dor. Essa pessoa, uma funcionária, não foi protegida. Eu, um atleta patrocinado, não fui protegido. Até quando?", disse trecho da mensagem.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Brasileiros veem sonho da cidadania ser adiado após mudança na lei em Portugal
Imagem de destaque
Espírito Santo produziu quase 4,6 bilhões de ovos em 2024
Segundo o Corpo de Bombeiros, o local é de difícil acesso e a operação exige cuidado extremo para não ferir o animal
Cadela presa em fresta de rocha há três dias mobiliza resgate em Colatina

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados