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Flamengo bate a Universidad Católica e segue líder do Grupo H da Libertadores

Rubro-Negro conseguiu mais uma vitória importante na competição continental

Tempo de leitura: 3min
Publicado em 28/04/2022 às 21h05
Gabigol marcou dois gols na vitória rubro-negro
Gabigol marcou dois gols na vitória rubro-negro. Crédito: Gilvan De Souza / Flamengo

O Flamengo saiu na frente, sofreu pressão, mas conquistou mais uma vitória no Grupo H da Copa Libertadores: 3 a 2 sobre a Universidad Católica (CHL), no San Carlos Apoquindo, em Santiago, na noite desta quarta-feira (28). O Flamengo saiu na frente e marcou duas vezes com Gabigol, mas sofreu pressão na etapa final, e só respirou aliviado com o terceiro gol, marcado por Lázaro, já aos 37 minutos do segundo tempo.

Com a vitória em Santiago, o Flamengo segue com 100% de aproveitamento e tem a classificação encaminhada no Grupo H. O Rubro-Negro volta a campo, pela Libertadores, na próxima quarta, em Buenos Aires, contra o Talleres. No domingo, enfrenta o Altos, em Teresina, pela Copa do Brasil. A Universidad Católica, com três pontos e em terceiro, e visita o Sporting Cristal, em Lima. 

O JOGO

Sem o controle esperado diante da diferença técnica, o Flamengo contou com o trio já acostumado a brilhar na Libertadores: Arrascaeta, Bruno Henrique - recuperado e de volta ao time após três jogos - e Gabi construíram os lances de maior perigo ao rival com a movimentação incessante e entrosamento. Assim, logo aos sete minutos, o camisa 9 estufou a rede rival após enfiada do BH27.

O problema no time de Paulo Sousa estava na parte defensiva. Com muitos espaços na entrada da área, a Universidad Católica conseguiu criar perigo à meta de Santos e empatou aos 14, com gol contra de Isla. No lance, Pablo perdeu a referência do centroavante e Arão ficou vendido. Se o lateral chileno não toca contra o próprio gol, Zampedri finalizaria cara a cara com Santos.

Neste contexto, o primeiro tempo ficou aberto. O Flamengo, sem controle da partida, fez valer a qualidade de seu ataque. Aos 34, Arrascaeta lançou Bruno Henrique, que cruzou para Gabi marcar mais um gol. Foi o 25º do camisa 9 na Libertadores pelo Rubro-Negro. O meia e o atacante tiveram chances, assim como Cuevas, da Universidad, mas o Fla foi para o intervalo vencendo por 2 a 1. 

A ausência da ferramenta na fase de grupos da competição mais importante do continente é difícil de ser explicada, mas essa é a realidade. No primeiro tempo do jogo em Santiago, lances capitais mereciam a revisão do VAR: o gol contra de Isla e o segundo gol de Gabi, nos quais as posições de atletas da Universidad e do Flamengo, respectivamente, deixaram dúvidas se havia impedimento. Como na Copa Libertadores só tem VAR a partir do mata-mata, a dúvida segue no ar.

Na etapa final, o time da casa também reclamou de dois pênaltis de Isla. 

Empurrado por sua torcida, a Universidad Católica ditou o ritmo do jogo após o intervalo, e as chances perdidas se acumularam dos dois lados. Pelo Flamengo, Gabi teve duas ainda antes dos 10 minutos, em passes de BH e Everton Ribeiro, mas foi mal. Por sua vez, Fuenzalida acertou a trave e depois parou em Santos. 

Em meio à pressão rival, Paulo Sousa - que já havia colocado Andreas após o intervalo - acionou Lázaro, Marinho e Diego. As alterações não serviram para diminuir o ímpeto da Universidad Católica, que seguia encontrando espaços pelo lado esquerdo de ataque, em cima de Isla. A pressão chilena cresceu à medida que o Flamengo não conseguia trocar mais passes nem acalmar o jogo.

Apesar do sufoco, foi o Flamengo que ampliou o placar em raro lance que conseguiu pressionar a saída de bola adversária. Pedro desarmou, Marinho acionou Lázaro, que dominou na área e finalizou forte, sem chances para o goleiro Pérez: 3 a 1 e 100% de aproveitamento para o time de Paulo Sousa.

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