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Com ingresso médio a R$ 50, Corinthians lucra quase R$ 400 mil nos jogos com a volta do público

Somados os públicos pagantes nas partidas contra Bahia e Fluminense, 22,3 mil torcedores do Timão estiveram na Neo Química Arena. Custos, porém, foram elevados...

Publicado em 21 de Outubro de 2021 às 18:32

LanceNet

Publicado em 

21 out 2021 às 18:32
Crédito: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians
O Corinthians teve, até aqui, duas partidas com público desde a liberação do 30% de seu estádio pelo Governo do Estado de São Paulo: contra o Bahia e contra o Fluminense. Apesar de ter recebido pouco mais de dez mil torcedores em cada uma delas, os resultados financeiros já foram vistos e tendem a aumentar quando 100% da capacidade da Neo Química Arena estiver liberada.TABELA> Veja classificação e simulador do Brasileirão-2021 clicando aqui
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Apesar de ficar cerca de um ano e oito meses sem receber torcedores em sua Arena, o Timão não inflacionou o preço médio de seus ingressos. Levando em conta os dois jogos, a renda bruta total (R$ 1.125.456,50) dividida pelo público pagante total (22.362) leva a um ticket médio de R$ 50,33. O valor é menor do que o preço médio do ingresso do clube no Brasileirão-2019: R$ 50,55.
Mesmo sem "sangrar" a torcida com um aumento nas entradas, o Corinthians conseguiu lucrar nos dois duelos e evitou o prejuízo com os altos custos de operação do estádio em dias de jogos. Ao todo, a bilheteria fechou no positivo com R$ 399.318,23, o que representa 35,48% da renda bruta acumulada.Esse número reflete bem a diferença entre abrir a Neo Química Arena para um público reduzido e para a lotação máxima. No Brasileirão-2019, por exemplo, a bilheteria teve um lucro de pouco mais de 60% do que foi arrecadado com a venda dos ingressos, ou seja, algo em torno de 40% acabou sendo destinado a pagar os custos de operação do estádio, que teve público médio de 32.856.
Somados os jogos contra o Bahia e contra o Fluminense, o valor total das despesas foi de R$ 726.138,27. Cifras bem altas e que exigem uma determinada arrecadação para que bilheteria não feche no vermelho. Algo que deve passar longe de acontecer quando 100% da Neo Química Arena estiver liberada.
Segundo os dirigentes corintianos, eles estão perto de formalizar um acordo com a Caixa por conta da dívida da construção da Arena. Quando as tratativas forem oficializadas, o Timão ficará com 100% do lucro da Neo Química Arena. No momento, o dinheiro arrecadado vai para um fundo que administra o estádio. Desde 2014, o lucro dos jogos nunca foi para os cofres alvinegros.
Confira os números de bilheteria das duas partidas:
BahiaPúblico: 10.470 pagantesRenda Bruta; R$ 520.529,90 Renda Líquida: R$ 168.212,19 (32,3% do total)Despesas: R$ 352.317,71 (67,7% do total) Ingresso Médio: R$ 49,72
FluminensePúblico: 11.892 pagantesRenda Bruta: R$ 604.926,60Renda Líquida: R$ 231.106,04 (38,2% do total)Despesas: R$ 373.820,56 (61,8% do total) Ingresso Médio: R$ 50,87
TotalPúblico: 22.362 pagantesRenda Bruta: R$ 1.125.456,50Renda Líquida: R$ 399.318,23 (35,5% do total)Despesas: R$ 726.138,27 (64,5% do total)Ingresso Médio: R$ 50,33
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