Amplamente divulgado como um dos maiores eventos de artes marciais da história, o UFC Freedom 250 está cada vez mais próximo, e acontecerá neste domingo (14), em Washington, com previsão de início para as 21h (horário de Brasília).
As peculiaridades desta edição promovida pela maior organização de MMA do mundo são diversas. Idealizado por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Dana White, CEO do UFC, o evento tomará o gramado da Casa Branca e terá militares e convidados na plateia, sem ingressos comercializados.
Fortemente criticado por diversas personalidades de dentro e de fora do mundo das artes marciais, o UFC Freedom 250 é visto por muitos como uma promoção política de Donald Trump, além de gerar estranheza pela formatação do evento
Destaque nos patamares mais altos do jiu-jitsu competitivo, o lutador, treinador e empresário australiano Craig Jones fez observações sobre o card da Casa Branca. Em vídeo com tom humorístico e sarcástico, Jones fez comparações entre o evento e o filme Django Livre, dirigido por Quentin Tarantino, além de ridicularizar Trump, e relembrar a relação polêmica do político com o empresário Jeffrey Epstein.
As observações do australiano foram fruto das características já citadas da edição, como o público presente e a visão de que as lutas seriam um entretenimento para agradar o presidente estadunidense e seus convidados. Vale ressaltar que o UFC Freedom 250 celebra os 250 anos da independência dos Estados Unidos.
Com ápice na realização do evento, a relação de Donald Trump com o UFC é de longa data, e começou em 2001, quando a empresa passava por dificuldades e o empresário ofereceu seus hotéis em Las Vegas para realização de lutas da promoção. O feito atraiu a lealdade do hoje CEO Dana White, que estreitou laços com Trump.
A proximidade pública dos dois alcançou patamares ainda mais altos nos últimos anos, com o presidente virando presença frequente em cards do UFC. Em 2024, Dana White retribuiu a visita, e foi o único não-político, ou familiar, presente no palanque de Trump na comemoração da vitória do mesmo na corrida presidencial daquele ano.
Mesmo com o viés nacionalista do evento, o card principal, recheado de estrelas, tem como destaques dois lutadores não nascidos nos Estados Unidos: o espanhol-georgiano Ilia Topuria, e o brasileiro Alex “Poatan” Pereira.
Invicto, campeão dos leves e ex-campeão dos penas, Topuria é um dos principais lutadores da organização, e terá o veterano estadunidense Justin Gaethje pela frente. Na luta que antecede o embate principal, Alex Pereira busca fazer história diante do francês Ciryl Gane, e pode se tornar o primeiro triplo campeão da história do UFC.
Em caso de vitória, Poatan conquistará o cinturão interino do peso-pesado da organização, já tendo sido campeão linear dos pesos médio e meio-pesado. Para se tornar campeão linear também nos peso-pesado, o vencedor da luta deste domingo precisará lutar novamente na categoria com o cinturão interino sob posse, e terá o inglês Tom Aspinall como provável adversário.
O evento terá início às 21h,(horário de Brasília) e conta com lutas envolvendo outros dois brasileiros. No primeiro duelo da noite, Diego Lopes enfrenta Steve Garcia no peso-pena, enquanto Maurício Ruffy sobe ao octógono na terceira das sete lutas, para encarar Michael Chandler.