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Ex-vereador é condenado a 18 anos de prisão por morte de empresário

José Jardel Astolpho, que era vereador em Mimoso do Sul e cunhado da vítima, o empresário Sebastião Carlos de Oliveira Filho, foi condenado em júri popular

Publicado em 12/05/2018 às 09h54
Empresário Sebastião Carlos de Oliveira Filho foi assassinado em 2008, em Mimoso do Sul. Crédito: Arquivo Pessoal
Empresário Sebastião Carlos de Oliveira Filho foi assassinado em 2008, em Mimoso do Sul. Crédito: Arquivo Pessoal

Após dez anos do assassinato do empresário Sebastião Carlos de Oliveira Filho, na porta de casa, em Mimoso do Sul, a família da vítima finalmente viu um desfecho desta história que vinha se arrastando desde 2008. Nesta sexta-feira (11), José Jardel Astolpho, que na época era vereador no município e também cunhado da vítima, foi condenado a júri popular, por unanimidade, a 19 anos de prisão, em julgamento realizado no fórum de Boa Vista, em Vila Velha.

Como José Jardel Astolpho já havia cumprido parte da pena, a condenação será de 18 anos e cinco meses. O julgamento começou nesta quinta-feira (10) e terminou às 21h30 desta sexta-feira. José Jardel pode recorrer da decisão, como informa o Tribunal de Justiça do Espírito Santo. 

A filha do empresário assassinado, Myrella de Oliveira, de 20 anos, se diz aliviada após esses longos anos de espera pela condenação.

"Claro que isso não vai trazer meu pai de volta, mas fiquei sem aquele peso nas minhas costas. O sentimento é que a justiça foi feita. Agora a gente pode dizer que quem matou o meu pai foi ele. Quando perguntarem o motivo da morte do pai da Myrella, já poderemos responder de forma definitiva", disse a filha, que na época da morte do pai tinha apenas 10 anos. Myrella, aliás, estava no quarto quando seu pai foi assassinado na porta de casa.

Defesa

O advogado do ex vereador, Rivelino Amaral garantiu que vai entrar com recurso na próxima segunda-feira (14). “O resultado do Juri não foi o resultado que nós esperávamos, mas infelizmente a decisão foi nesse sentido de condenação. As decisões tem que ser respeitadas e acatadas. Existem ainda uma infinidade de recursos que certamente nos vamos lançar mão. O primeiro recurso é um recurso de apelação que é destinado ao Tribunal de Justiça para nós rediscutirmos esta matéria. Vamos protocolar este recurso na segunda-feira”, garantiu. 

José Jardel Astolpho deve permanecer em liberdade até o julgamento dos recursos e o objetivo dos recursos é um novo julgamento, de acordo com o advogado. 

O crime 

O crime aconteceu no dia 16 de julho de 2008 e foi supostamente motivado por uma dívida de R$ 260 mil envolvendo a prefeitura e o posto de gasolina, negócio em que vítima e acusado eram sócios. Antes de ser assassinado, Sebastião Carlos desfez a sociedade e abriu uma marmoraria. Porém, estaria fazendo constantes cobranças ao vereador, que já teria recebido o pagamento e não havia repassado sua parte.

Um policial militar e um civil teriam arquitetado o crime e os executores, Jocimar Marques e Marcos Henrique Muniz Coutinho, foram julgados e condenados a 19 anos de prisão. Após a condenação, Marcos confessou que José Jardel Astolpho foi o mandante do crime.

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