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Liderança na Câmara

Major do PSL será líder do governo na Câmara

Egresso da Aman assim como o presidente, foi consultor legislativo na Casa na área de segurança pública e defesa

Publicado em 14 de Janeiro de 2019 às 21:28

Redação de A Gazeta

Publicado em 

14 jan 2019 às 21:28
O presidente Jair bolsonaro em entrevista ao SBT Crédito: Reprodução
O deputado eleito e major da reserva Vitor Hugo (PSL-GO) foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para a liderança do governo na Câmara.
O parlamentar, que tomará posse no dia 1º de fevereiro deste ano pela primeira vez, será o responsável por articular a votação de projetos como a reforma da Previdência, o principal ponto da agenda econômica do presidente.
Ele foi recebido por
nesta segunda-feira (14). Na semana passada, se encontrou com o presidente no Planalto duas vezes, de acordo com a agenda oficial: na segunda (7) e na quarta (9).
Além disso, acompanhou o chefe do Executivo em cerimônia na PGR (Procuradoria-Geral da República) na sexta (11).
O major, que também é egresso da Aman (Academia Militar de Agulhas Negras), é próximo de Bolsonaro por ter sido consultor legislativo na Câmara de 2015 até sua eleição, na área de segurança pública e defesa.
O fato de que o presidente deve entregar o posto para um correligionário não é visto como problema, dizem deputados. Eles afirmam que é natural que o partido de Bolsonaro lidere a articulação política do Planalto na Casa, e que isso não deve prejudicar a relação com demais siglas governistas.
Aliados dizem que o nome do deputado eleito tem força por se tratar de um "meio termo" entre os parlamentares reeleitos do PSL e os novatos: por ser servidor concursado, ele tem conhecimento de regimento e funcionamento da Casa, o que poderia ajudar na articulação política.
Membros da bancada dizem que o deputado eleito é bem quisto pelos correligionários e, por ter atuado na Casa como servidor concursado, tem trânsito com outros partidos.
O PSL, que tem 52 deputados, conta com apenas quatro integrantes reeleitos.
Destes, todos possuem algum tipo de restrição ou dificuldade para assumir a posição: Eduardo Bolsonaro (SP), é visto como uma possível "vidraça" por ser filho do presidente; Marcelo Álvaro Antônio (MG) deixou a Câmara para assumir o Ministério do Turismo; Luciano Bivar (PE) teria de acumular a posição com a presidência do PSL, o que não é visto com bons olhos na sigla; e Delegado Waldir (GO) tem pretensões de liderar a bancada da legenda na Câmara.
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