Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Patrimônio

Justiça de SP suspende decreto de Doria

O decreto altera à composição de conselho do patrimônio

Publicado em 17 de Maio de 2019 às 15:01

Publicado em 

17 mai 2019 às 15:01
João Doria Crédito: Wilson Dias | Agência Brasil
A Justiça de São Paulo expediu nesta quinta-feira (16) liminar que suspende o decreto do governador João Doria (PSDB) que altera a composição do Condephaat, órgão estadual de preservação do patrimônio.
A decisão, assinada pelo juiz Otavio Tioiti Tokuda, da 10a Vara de Fazenda Pública, atende a ação civil em que o Ministério Público de São Paulo requeria a nulidade do decreto e que o conselho mantivesse a composição anterior até que uma lei estabelecesse nova regulamentação.
O Condephaat foi criado há 50 anos por uma lei, e o entendimento da Promotoria era que sua alteração por decreto era inconstitucional.
A reportagem procurou a Secretaria de Cultura e Economia Criativa para comentar a decisão da Justiça, mas não recebeu resposta até a publicação deste texto.
Segundo a Promotoria, a paridade do conselho ficou prejudicada, pendendo a favor do governo na nova composição, que reduziu o corpo total de 30 para 24 conselheiros.
Na alteração promovida por Doria, a participação dos representantes de universidades paulistas, principal corpo técnico do conselho, caiu de 14 para 5 assentos -4 professores e 1 representante do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP.
Esses nomes seriam definidos, em última instância, pelo governador, a partir de lista tríplice enviada pelas instituições.
Na sequência da publicação do decreto, mais de 160 professores universitários assinaram carta repudiando a edição da medida.
O decreto também criava três vagas destinadas a profissionais de notório saber, a serem escolhidos pelo governo.
Após a medida, três entidades internacionais requisitaram que representantes seus ocupassem esses assentos, por não haver clareza quanto aos critérios técnicos a serem utilizados pelo governo na seleção desses três conselheiros.
O pedido foi enviado em carta protocolada em 22 de abril na Secretaria de Cultura e Economia Criativa, da qual depende o Condephaat.
Na carta, o Icomos (Conselho Internacional de Monumentos e Sítios), o TICCIH ("Ticky", Comitê Internacional para a Conservação do Patrimônio industrial) e o Docomomo (Comitê Internacional para Documentação e Conservação de Edifícios, Locais e Bairros do Movimento Moderno) dizem reconhecer a necessidade de mudança na composição do conselho, mas defendem que essa se dê por lei, mesmo argumento apresentado pela Promotoria.
As três entidades organizam, com o apoio do CAU-SP (Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo), um seminário para debater o papel do Condephaat e uma nova composição do conselho, que garanta o papel de especialistas representantes seus e das universidades.
O CAU-SP havia solicitado, ainda em 2018, sem obter resposta, um lugar no conselho, cuja renovação deveria ter ocorrido em 2019 -o quadro vence a cada dois anos e o novo grupo deveria ter se reunido já em março.
A última reunião do órgão, que delibera sobre questões como tombamentos, reformas em bens tombados e delimitação de áreas de proteção, ocorreu em 25 de fevereiro.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Fábrica do Grupo Lamoia, em Piúma
Fábrica de sorvetes abre novas vagas de emprego no Sul do ES
Imagem de destaque
Duas mulheres são presas por matar homem a facadas e enxadas em Jerônimo Monteiro
A formação de gases pode ser causada por diferentes fatores, desde a alimentação a algumas condições de saúde (Imagem: SewCreamStudio | Shutterstock)
Excesso de gases: o que pode ser? Veja quando o desconforto deixa de ser normal

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados