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Mais médicos

Bolsonaro encerra coletiva após pergunta sobre saída de médicos cubanos

Programa tem 18.240 profissionais - sendo 8.332 cubanos, segundo o governo do país brasileiro; Nordeste será região que mais perderá médicos

Publicado em 16 de Novembro de 2018 às 15:12

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 nov 2018 às 15:12
Jair Bolsonaro não quis responder pergunta sobre o Mais Médicos Crédito: Tânia Rego | Agência Brasil
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no centro do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira (16). Ele estava sendo questionado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria.
Bolsonaro respondeu somente uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos – não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). "Como o assunto saiu da área militar, quero agradecer a todos vocês aqui", disse ele, pondo fim à coletiva, que durou menos de 4 minutos.
O presidente voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é “praticamente de escravidão” e questionou a qualidade dos serviços prestados.
“Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano”, disse.
O presidente defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. “O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral e o direito de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas”, resumiu o presidente eleito, antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos.
Bolsonaro também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. “Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte”, afirmou o presidente eleito.

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