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Contradição

Assessor do Planalto em Davos já fez campanha contra Bolsonaro na web

A história de Gonçalves foi divulgada pela revista Veja

Publicado em 24 de Janeiro de 2019 às 20:41

Publicado em 

24 jan 2019 às 20:41
Assessor do Planalto em Davos já fez campanha contra Bolsonaro na web Crédito: Alan Santos/PR
O assessor da Presidência Tiago Pereira Gonçalves, que atribuiu à "abordagem antiprofissional da imprensa" o cancelamento da coletiva pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) em Davos (Suíça), tem um histórico nas redes sociais crítico ao atual ocupante do Palácio do Planalto.
A história de Gonçalves foi divulgada pela revista Veja. Pouco tempo após reportagem ir ao ar, as contas de Twitter e Facebook do assessor constavam como inexistentes - ele assinava nas redes como Tiago Pegon.
Gonçalves começou a trabalhar como assessor de imprensa do Palácio do Planalto em agosto de 2018. O anúncio, feito no Facebook, rendeu comentários depreciativos de outros internautas, que diziam que ele seria demitido em breve por ser "petista".
Antes, Gonçalves trabalhou como assessor do deputado federal Vicente Cândido (PT-SP). De acordo com a Veja, ele passou antes pelos ministérios da Integração Nacional e da Saúde na gestão Dilma Rousseff, e permaneceu no governo federal mesmo após o impeachment da petista.
No período eleitoral, fez diversas postagens críticas ao então candidato Jair Bolsonaro. O assessor também compartilhou um vídeo favorável à campanha #EleNão, que mobilizou artistas e pessoas comuns na campanha eleitoral com motivos para não votar no então presidenciável.
Além dos comentários sobre política, o assessor também usava as redes sociais para falar de esportes.
Gonçalves também foi um dos personagens do cancelamento da coletiva de imprensa que Bolsonaro daria em Davos. Ele afirmou a repórteres que aguardavam o presidente no hotel que o cancelamento da entrevista coletiva se deu devido à "abordagem antiprofissional da imprensa".
Após a repercussão do motivo do cancelamento da coletiva no Fórum Econômico Mundial, Gonçalves usou o Twitter para reclamar da postura do repórter Lucas Neves, da Folha de S.Paulo. Antes da conta no Twitter constar como indisponível, Gonçalves apagou a postagem.
"E a cretinice de repórter, sem consciência de sua formação ética, atribui incompetência e desinformação dele próprio dando a nome de assessor (na falta de intelecto preguiça ou mau caratismo) pra sua opinião."

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