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Na internet

PF prende homem no ES que convencia vítimas a produzir pornografia infantil

De acordo com informações da Polícia Federal, algumas das vítimas foram induzidas a praticar atos sexuais com parentes, também menores

Publicado em 24 de Janeiro de 2019 às 11:30

Publicado em 

24 jan 2019 às 11:30
Sede da Polícia Federal em Vila Velha Crédito: Fernando Madeira
Um homem foi preso na Grande Vitória nesta quinta-feira (24) em uma operação contra a pornografia infantil na internet. A Polícia Federal no Espírito Santo, através do grupo de combate a crimes cibernéticos, vinculado à Delegacia de Crimes Fazendários (Delefaz), deflagrou a Operação “Mil Faces”, com objetivo de combater a extorsão de menores e a difusão de arquivos contendo exploração sexual de crianças, através da internet.
A operação contou com a participação de 10 policiais federais, sendo realizado o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados nos municípios de Vila Velha e da Serra, que resultaram na prisão em flagrante de um investigado.
A PRISÃO
Um suspeito de utilizar perfis falsos em uma rede social para ludibriar e extorquir menores a produzir e enviar material de pornografia infanto-juvenil foi preso. Após obter o material, o homem compartilhava as imagens e os vídeos com outros criminosos que agiam de modo semelhante.
HD apreendido na Operação Mil Faces da PF/ES Crédito: Assessoria de Comunicação Social/PF/ES
SEXO COM PARENTES
De acordo com informações da Polícia Federal, algumas das vítimas foram induzidas a praticar atos sexuais com parentes, também menores, o que pode configurar o crime de estupro, na modalidade conhecida como “virtual” (Art. 213 do Código Penal).
PERSONAGENS INFANTIS
Foram utilizados perfis falsos em nomes de personagens populares entre o público infanto-juvenil, como Larissa Manoela e João Guilherme, para convencer as vítimas – espalhadas por vários Estados - a produzir fotos e vídeos íntimos. Em muitos casos, após conseguir alguns registros, o suspeito passava a ameaçar e chantagear a vítima, exigindo o envio de mais material.
O irmão do suspeito principal também compartilhava material ilícito e foi objeto de busca e apreensão.
A investigação continua para identificar outras vítimas e criminosos com atuação semelhante, informa a PF.
INVESTIGAÇÕES
A investigação do caso teve início a partir de uma Organização Não Governamental (ONG) dos Estados Unidos, a quem o Facebook reporta comportamentos suspeitos, como pedofilia. A rede social percebeu as ações e avisou a ONG, que reportou o caso ao Brasil.
Durante entrevista coletiva sobre o caso, o delegado Pablo Bergmann afirmou que o suspeito, preso em flagrante, confessou o crime e que dez vítimas foram confirmadas, mas que o detido afirmou a existência de outras crianças que também foram vítimas de pedofilia. O delegado disse que, em casos como este, o número de vítimas pode chegar a 200 crianças.
AS AMEAÇAS
Pablo Bergmann informou ainda que as crianças eram ameaçadas para continuarem mandando material pornográfico. O suspeito dizia que iria divulgar as imagens se não as vítimas não fizessem o que ele mandava.
Com informações de Caíque Verli
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