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Saúde

Número de casos de dengue dispara em Colatina

Em dois meses, o número aumentou em 412%; oito bairros concentram as ocorrências

Publicado em 23 de Maio de 2019 às 21:57

Publicado em 

23 mai 2019 às 21:57
Objetos no quintal ou lixo descartado na rua podem servir de criadouro para mosquito da dengue Crédito: Reprodução | TV Gazeta Noroeste
O número de casos confirmados de dengue em Colatina, no Noroeste do Estado, aumentou 412% nos últimos dois meses. Até o final de março, apenas oito pessoas haviam contraído a doença. Porém, desde então, mais outras 33 se juntaram ao grupo. Além destes casos, o município também soma 319 notificações desde o início do ano.
De acordo com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), 99% dos focos da doença estão dentro ou no entorno das residências. “Acreditamos que nosso maior problema seja o alto índice de pessoas que não aceitam que os agentes façam o trabalho deles. Nós não conseguimos entrar em quase metade das casas”, disse o coordenador da vigilância ambiental, Ronaldo Araújo Paranho.
BAIRROS COM MAIOR INCIDÊNCIA DE DENGUE
Na cidade, oito bairros concentram a maior incidência de dengue. São eles:
- Jardim Planalto
- Santos Dumont
- Vila Lenira
- Santo Antônio
- Colúmbia
- Moacir Brotas
- Maria das Graças
- Castelo Branco.
“Intensificamos os trabalhos nesses locais. Vamos passar com o carro fumacê e fazer um mutirão aos sábados para tentar entrar nas casas que não conseguimos até agora”, explicou Ronaldo.
PICADA PELO AEDES AEGYPTI
Moradora do bairro Castelo Branco, a aposentada Almerinda Cecília de Almeida descobriu que estava com dengue há cerca de 15 dias. “Eu e minha mãe, de 85 anos, fizemos uma caminhada, sentamos em uma praça e voltamos para casa. Dois dias depois, já estávamos passando mal”, contou ela, que ainda se recupera da doença.
“Eu cuido da minha casa pensando também nos meus vizinhos, na minha comunidade. O problema é a educação das pessoas. Se você sabe que a dengue mata e não age para combatê-la, é negligência”, comentou. “Imagina perder alguém por causa de um mosquito?”, completou a aposentada, que teve a residência fiscalizada e pensava estar segura.
À PREVENÇÃO
Vizinha de Almerinda, a empresária Rozineia Nippes está preocupada com a infestação do mosquito transmissor da dengue no bairro e tem medo de pegar a doença. “É muito perigosa. Fico ainda mais preocupada em relação à minha mãe, que já é idosa, e aos meus filhos e netos que nos visitam com frequência”, disse.
Para tentar evitar a contração da doença, Rozineia busca eliminar qualquer foco de proliferação do mosquito. “As plantas aqui em casa não tem pratinho embaixo, os ralos são todos fechados e colocamos cloro na água do banheiro. Além de não deixar nada no quintal por causa da chuva. Toda preocupação é pouca e todos temos que fazer nossa parte”, alertou.

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