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Vitória

Hospital de luxo no Praia Tênis não tem prazo para sair do papel

O espaço foi comprado pelo Grupo Meridional em 2011. Atualmente funciona uma sede administrativa da instituição no local

Publicado em 31 de Outubro de 2018 às 19:07

Redação de A Gazeta

Publicado em 

31 out 2018 às 19:07
O hospital de luxo que seria construído no antigo Praia Tênis Clube, na Praia de Santa Helena, em Vitória, não tem prazo para sair do papel. Isso porque a construção depende da "estabilidade econômica e política do país", segundo o Grupo Meridional. A instituição comprou o clube em 2011 e tem uma sede administrativa funcionando no imóvel desde junho deste ano.
O clube encerrou as atividades após ter sido comprado pelo Meridional por R$ 15 milhões. A transação foi aprovada por uma assembleia restrita aos sócios da entidade. Endividado, o Praia corria o risco de ser leiloado por ordem judicial. Com 10 mil metros quadrados, o clube fica na esquina das avenidas Desembargador dos Santos Neves e Reta da Penha. O último evento que aconteceu no espaço foi edição de 2015 da Casa Cor Espírito Santo.
Na época em que o negócio foi anunciado, em 2011, o Meridional disse que o projeto iria contar com 150 leitos – 30 deles de UTI –, além de quartos de alto padrão. A previsão era de que a obra fosse iniciada em 2012 e que terminasse em 2015.
Procurada, a Prefeitura de Vitória disse que aguarda a entrega do estudo de impacto de vizinhança que deve ser feito pelo Grupo Meridional e analisado pela administração municipal. Depois, uma audiência pública deve ser realizada para apresentar a proposta à comunidade, antes da emissão de qualquer autorização de construção.
HISTÓRIA
Baile durante os anos 1960, no Praia Tênis Clube Crédito: Arquivo
Fundado em 11 de maio de 1934, o Praia Tênis Clube viveu seu auge na década de 1960, quando, nos réveillons, era realizado o famoso Baile do Galo. Numa época em que o Centro de Vitória era muito forte, o clube, que fica na Praia de Santa Helena (antes dos aterros, o Praia ficava mesmo na beira da praia) era onde jovens de classe média praticavam esportes e eram realizadas animadas festas.
Até o início dos anos 2000, o Praia disputou competições nacionais de basquete, natação e futsal. Em leilão realizado por ordem da Justiça do Trabalho em junho de 2010, o Praia chegou a ser comprado pela rede de supermercados Carone, mas o negócio foi barrado pelos sócios também na Justiça.
O Tribunal Regional do Trabalho anulou a venda por causa de um erro na demarcação do terreno. Correndo o risco de ser leiloado, já que o clube possuía uma dívida de R$ 250 mil com 12 ex-funcionários e um débito de R$ 2 milhões no INSS, os sócios fecharam um acordo com o Meridional, em 2011, em uma transação no valor de R$ 14,5 milhões.
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