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Desastre ambiental

Em caso de rompimento em Barão de Cocais, Rio Doce está na rota da lama

De acordo com a Vale, o talude norte da cava da Mina Gongo Soco pode se romper a qualquer momento

Publicado em 

19 mai 2019 às 17:17

Publicado em 19 de Maio de 2019 às 17:17

Barragem aérea da Minas Gongo Soco, em Barão de Cocais Crédito: Google Maps
Mais de três anos após a tragédia de Mariana, que contaminou o Rio Doce desde a foz até Regência, em Linhares, o manancial capixaba pode novamente ser tomado por rejeitos de minério. O Rio Doce está na rota da lama caso ocorra o rompimento do reservatório Sul Superior, da Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais, na Região Central de Minas Gerais. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) está monitorando as ações dos órgãos de controle no estado mineiro. Porém, o governo diz que ainda é prematuro afirmar que o manancial capixaba será atingido.
De acordo com a Vale, o talude norte da cava da Mina Gongo Soco pode se romper a qualquer momento até o próximo sábado (25). Caso isso ocorra, o Rio Doce se torna um caminho natural da lama, já que os rejeitos devem atingir o Rio Santa Bárbara, depois chegaria ao Rio Piracicaba, que deságua no Rio Doce.
Segundo a Seama, vários fatores podem interferir ou interromper a chegada da lama ao Rio Doce em caso de rompimento da barragem. Por nota, a secretaria explicou que a distância do barramento até o Rio Doce é de aproximadamente 200 km, o que seria um obstáculo para a chegada da lama.
Disse também que o volume do rejeito deve ser considerado. Além disso, segunda a Seama, no trajeto possível dos rejeitos existem duas outras barragens de produção de energia elétrica que poderiam contribuir para o impedimento do possível fluxo até o Rio Doce.
Por nota, a Vale confirma que, em caso de rompimento da barragem Sul Superior da Mina Gongo Soco, em Barão de Cocais, os rejeitos podem chegar aos rios São João, Conceição, e Santa Bárbara, que são afluentes do Rio Piracicaba e Rio Doce. A empresa acrescenta que está comprometida com o desenvolvimento de ações de minimização dos impactos e contenção dos rejeitos.
 
Nota da Seama
"A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) informa que está acompanhando e monitorando as ações dos órgãos de controle no Estado de Minas Gerais, bem como da empresa responsável pela barragem, atualizando as informações e analisando os impactos, caso ocorra o rompimento da barragem Sul Superior, da Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais. É importante esclarecer que procedimentos preventivos de contenção e de retiradas da população, que seria impactada, já estão sendo providenciadas pelo Estado vizinho.
Com relação a possibilidade dos rejeitos atingirem a bacia do rio Doce, ainda é prematuro a afirmação pois depende de vários fatores, principalmente do volume desse rejeito, que segundo os órgãos mineiros de controle é bem inferior aos de Brumadinho. A distância do barramento até o rio Doce também seria um obstáculo importante, essa distância é de aproximadamente 200 km. E no trajeto possível dos rejeitos, ainda existem duas outras barragens de produção de energia elétrica que poderiam contribuir para o impedimento do possível fluxo até o rio Doce". 
Nota da Vale
"Em caso de rompimento da barragem Sul Superior da Mina Gongo Soco, em Barão de Cocais, os rejeitos podem chegar ao Rio São João, Rio Conceição, e Rio Santa Bárbara, que são afluentes do Rio Piracicaba e Rio Doce. A Vale está comprometida com o desenvolvimento de ações de minimização dos impactos e contenção dos rejeitos".

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