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Pais e filhos

Desafio da 'Momo': alerta aos pais chega ao Espírito Santo

Caso da morte de um menino de 9 anos em Recife, neste mês, trouxe o alerta sobre o Desafio da Boneca Momo. Veja quais cuidados tomar com as crianças
Redação de A Gazeta

Publicado em 

28 ago 2018 às 14:36

Publicado em 28 de Agosto de 2018 às 14:36

Imagem do desafio da Momo Crédito: Reprodução
A morte de um menino de 9 anos, encontrado no quintal de casa em um bairro do Recife, neste mês, trouxe o alerta sobre o Desafio da Boneca Momo. A mãe da criança acredita que o filho tenha tirado a própria vida por influência do jogo que circula na internet, principalmente no WhatsApp.
O desafio é representado pela imagem de uma boneca de olhos arregalados, boca grande e aparência assustadora. Segundo a psicóloga Roberta Vallory, especializada em saúde da família e na infância e adolescência, o final do jogo é o sufocamento. "O desafio consiste no quanto crianças e adolescentes conseguem ficar com esse sufocamento, o que pode causar a morte".
ORIGEM
Momo é o termo pelo qual ficou conhecida uma obra de arte japonesa que mistura a imagem de uma mulher com um pássaro. Um caso semelhante deixou em alerta pais de crianças e adolescentes na Argentina, no final de julho, quando a polícia local iniciou uma investigação sobre o suicídio de uma menina de 12 anos que recebia ameaças pelo WhatsApp de um contato identificado como Momo, de acordo com informações do site "O Globo".
ESPÍRITO SANTO
A preocupação também chegou ao Espírito Santo, com comunicados sobre o tema atribuídos a escolas com unidade no Estado. A Rede Salesiana confirma que fez um alerta aos pais sobre o desafio em tom de prevenção. Veja a imagem abaixo
Comunicado da Rede Salesiana sobre Boneca Momo Crédito: Reprodução/Gazeta Online
Já o Marista ressaltou que o comunicado do colégio que circula nas redes sociais foi feito por uma escola de Ribeirão Preto. As duas redes de ensino afirmaram não ter registro de casos. Informação confirmada pelo delegado da Delegacia de Repressão aos Crimes Eletrônicos (DRCE), Brenno Andrade, e pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) à reportagem do Gazeta Online: "não há nenhum caso registrado no Estado", informa a Sesp, por meio de nota.
Mas o temor dos pais existe. "Já tem comunicado rodando de uma escola pelo WhatsApp. Os pais estão bem assustados, bem preocupados. Mas é importante essa preocupação mesmo, para os pais estarem mais atentos e orientarem os seus filhos", diz a especialista.
NORTE DO ES
Em Linhares, no Norte do Estado, a Cooperativa Educacional de Linhares também enviou um comunicado aos pais.
A Cooperativa Educacional de Linhares também enviou um comunicado aos pais Crédito: Reprodução
ORIENTAÇÕES DA PSICÓLOGA
Independentemente desse jogo, os filhos têm que ser supervisionados pelos pais. Se você acredita que o seu filho não tem maturidade para sair na rua sozinho, ele também não tem maturidade para ficar sozinho em casa na internet
Roberta Vallory, psicóloga
- Os pais têm que supervisionar, ver o que os seus filhos estão vendo, conversar abertamente, mostrar para eles os perigos. Além de orientar para não passarem nenhum tipo de informação pessoal.
- Converse com o filho para mostrar aos pais qualquer coisa diferente.
- Pais, busquem maior proximidade com os filhos. Muitas vezes, os pais trabalham o dia inteiro e chegam à noite em casa e os filhos ficam na internet. O pai não sabe o que o filho está vendo, fazendo e não observa nenhum tipo de comportamento.
- Os filhos dão um sinal de alerta, e os pais têm que estar atentos para esses sinais. Geralmente, os filhos ficam mais isolados. Com esse tipo de desafio, as crianças mudam o comportamento, ficam com mais medo.
- Se o pai e a mãe não dão conta desse tipo de situação, procurem um especialista para ajudar essas crianças e esses adolescentes.
- Se a criança não tem celular nem acesso à rede social, não precisa falar sobre esse desafio especialmente, mas vale orientar sobre o que pode vir a acontecer. Mas se a criança já tem os seus 9 anos, 10 anos de idade e tem celular, pode vir a receber esse tipo de ligação, então é importante os pais orientarem a não passar nenhum tipo de informação pessoal e o local onde mora.
COMO FUNCIONA
A ONG Safernet Brasil publicou um texto em sua página na internet sobre o desafio, que explica como ele funciona. Os usuários podem receber uma mensagem com pedido para iniciar uma conversa com um número desconhecido que envia convite com perguntas e desafios. Se os usuários caem na armadilha e aceitam o contato, seu número de celular, sua foto e demais informações disponíveis no perfil do aplicativo ficam acessíveis para o administrador do perfil “da Momo”.
Crédito: Reprodução/Safernet Brasil
Em seguida, os golpistas podem buscar mais informações e ampliar as ameaças dizendo que sabem detalhes da vida da vítima, nomes de pessoas próximas e até senha de aplicativos.
ORIGEM
Não há como precisar a origem, uma vez que este tipo de caso está relacionado às milhares de “lendas” e brincadeiras que circulam pela internet. O problema é que golpistas e criminosos, com motivações variadas, se aproveitam da curiosidade ou até da brincadeira de alguns grupos on-line para chegar às vítimas e provocar danos concretos.
Os números de celulares que provocam as ameaças ou disseminam os convites mudam conforme o fenômeno circula entre os países e cidades (mudam os prefixos de país e de cidade, os quatro primeiros dígitos depois do “+” no número do telefone).
RISCOS
- Dar acesso a informações pessoais (foto de perfil, status, número do celular etc.).
- Receber conteúdos impróprios ou violentos para determinadas faixas etárias.
- Instalação de programas maliciosos para roubo de dados ou infecção dos aparelhos.
- Ameaças de agressões e exposições on-line e off-line.
- Extorsão financeira e ameaças de morte.
- Provocações para desafios que podem gerar dano ou estimular autolesão.
O QUE FAZER
- É fundamental orientar crianças e adolescentes a ter cuidado ao adicionar pessoas desconhecidas e orientá-las a bloquear contatos indesejados sem enviar nada.
- Caso tenha participado e avalie que sofreu ameaça a sua integridade física, financeira ou emocional, a recomendação é buscar uma Delegacia de Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência.
- Recomendamos que pais e educadores alertem crianças e adolescentes para bloquear o suposto usuário “Momo”, não iniciar a conversa e não compartilhar informações com o perfil.
Fonte: ONG Safernet Brasil 
MORTE DE MENINO DE 9 ANOS
A mãe de um menino de 9 anos acredita que seu filho se enforcou no quintal de casa, no Recife, por influência de desafios de asfixia que circulam na internet. Os pais da criança e duas vizinhas foram ouvidos no Departamento de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) da capital pernambucana. A Polícia Civil não descarta a hipótese apresentada pela família e informou que espera resultados de laudos.
A imagem utilizada por Momo é uma figura que foi vista pela internet em 2016, no Japão. Como uma escultura, a mulher-pássaro pertence ao museu Vanilla Gallery, no distrito de Ginza, em Tóquio, de acordo com informações do site TecMundo Crédito: Reprodução/TecMundo
De acordo com a delegada Thaís Galba, responsável pelo caso, a mãe reclamou que o filho mal dormiu na noite do dia 14 porque usou muito o celular. Por isso, na manhã do dia seguinte, retirou o aparelho dele e disse que só lhe devolveria no fim de semana. No entanto, naquela noite, o menino se enforcou no quintal. Ele morreu na última quinta-feira.
"Em depoimento, o que a mãe me contou foi que ele tinha um celular e usava a internet, mas não percebeu nada de extraordinário no conteúdo acessado por ele. Ela comentou que uma sobrinha dela, que é estudante de Medicina, contou que rolava na internet desafios de asfixia. A mãe então lembrou que Artur mostrou para ela a boneca Momo e disse "Olha, mãe, que boneca feia". Eu não tenho essa prova ainda (de que o menino se enforcou por influência de um desafio online). O celular da criança foi enviado ao Instituto de Criminalística e nós por enquanto não descartamos nenhuma hipótese", disse Galba ao site O Globo.
Os pais e as duas vizinhas ouvidas na delegacia contaram que o menino era alegre, simpático, educado e não apresentava sintomas de rebeldida ou transtornos psicológicos. Não foi informado, contudo, quando a criança começou a utilizar o aparelho celular. Segundo a mãe, com quem o menino morava, ele não possuía perfis em redes sociais.
Perguntamos se era uma criança triste, se tinha demonstrado sintomas de depressão, mas nenhum relato indicava isso
Thaís Galba, delegada
Para ter uma visão melhor dos fatos e poder avançar com a investigação, Galba disse que ainda precisa ouvir mais pessoas próximas à família do menino e analisar os resultados da perícia do Instituto de Criminalística sobre o celular dele e do Instituto Médico Legal (IML) sobre a causa da sua morte.
Com informações de Gabriela Singular

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