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Operação Infinita Highway

Casagrande vê "com preocupação" investigação da Eco101

Declaração foi dada na manhã desta sexta-feira (12) em entrevista à Rádio CBN Vitória; governador do ES cita a importância da duplicação da BR 101

Publicado em 12 de Abril de 2019 às 18:04

Publicado em 

12 abr 2019 às 18:04

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, disse que vê com preocupação a situação da concessionária Eco101 - que administra a BR 101 no Estado - que foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira (11).

Em entrevista à jornalista Fernanda Queiroz, da Rádio CBN Vitória, na manhã desta sexta-feira (12), Casagrande disse, ainda, que espera que a empresa consiga responder aos questionamentos do órgãos que fazem parte da investigação.

Eu vejo com preocupação. Espero que a concessionária consiga responder adequadamente ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas e à Polícia Federal. É importante porque estamos recebendo investimentos importantes para a duplicação da BR 101

Casagrande ainda afirmou que tudo que sabe a respeito da Operação Infinita Highway é o que foi divulgado na imprensa e voltou a ressaltar que é importante para o Estado que a concessionária dê as respostas necessárias.

“Eu não tenho informações, a não ser as informações públicas e que foram publicadas, mas espero que consiga resolver, e vejo com preocupação porque nós precisamos dessa duplicação da BR 101”, reiterou.

A investigação

A sede da Eco101 foi alvo nesta quinta-feira (11) de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal. A ação foi parte da Operação Infinita Highway, que apura o superfaturamento de tarifas de pedágios em rodovias concedidas em Goiás, Bahia e no Espírito Santo.

Além do mandado na empresa, outros dois foram cumpridos no Estado em residências de envolvidos no esquema. Segundo as investigações da operação, empresas concessionárias contratavam

laudos falsos

que atestavam a qualidade das rodovias. Assim, evitavam a aplicação de multas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão responsável pela fiscalização da prestação do serviço.

O empresário Reginaldo Catafesta, que era dono da empresa Levanti Engenharia, afirma ter feito cerca de sete contratos com a Eco101 entre os anos de 2012 e 2016, quando a empresa dele foi fechada. Segundo ele, os relatórios verdadeiros, onde constavam todos os problemas, eram utilizados para conseguir empréstimos em instituições financeiras. Já os falsos eram apresentados à agência reguladora.

Ele relata uma ocasião específica em que um relatório foi “maquiado” pela empresa para evitar gastos com obras de drenagem. “Há áreas de alagamento na Região Metropolitana. Esse relatório (que fala sobre o problema) a gente nem foi a campo. Eles passaram relatório próprio para ser maquiado”, afirma.

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