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Infraestrutura

Sem resposta da prefeitura, moradores se unem para construir ponte em Pancas

Comunidade do Córrego São Luís gastou quase R$ 4 mil para fazer estrutura de madeira; via é usada para escoamento de café

Publicado em 06 de Maio de 2026 às 19:36

Luana Luiza

Publicado em 

06 mai 2026 às 19:36

Moradores do Córrego São Luís, na zona rural de Pancas, no Noroeste do Espírito Santo, reconstruíram por conta própria uma ponte essencial para o acesso da comunidade e para o escoamento da produção agrícola. A decisão, segundo os moradores, veio após anos de espera por uma solução do poder público.


Devido às condições da via, que apresentava deterioração, muitas pessoas e veículos passavam por dentro do córrego para chegar ao outro lado.


O custo dos materiais para a obra foi arcado pela comunidade, que gastou R$ 3.950 para fazer a estrutura de madeira.


Os gastos foram:


  • R$ 2.800 em madeira
  • R$ 250 em pregos 
  • R$ 900 no aluguel de um trator 

Do outro lado dessa ponte, é produzido muito café, uns 5 mil sacos ou mais. Os produtores não podem ficar esperando, porque precisa tirar esse café. Sem a ponte, fica difícil

Bruno Gomes

Morador

Também construída pela comunidade há 15 anos, a estrutura antiga passou por uma reforma em 2020, que foi bancada pela população local. Porém, nos últimos anos, voltou a apresentar problemas, com vigas comprometidas, dificultando a passagem de veículos.


De acordo com outro morador, a prefeitura informou que faria o conserto em 2023. Desde então, equipes estiveram no local para avaliar a ponte, mas nenhuma obra foi realizada.

Vieram seis vezes para olhar e medir. Disseram que iam fazer, e nada. Já tivemos que passar dentro do córrego com adubo e alguns caminhões de café.

Rafael Ferreira 

Morador

Cansados da espera, no dia 1º de maio, moradores se mobilizaram para fazer a obra. Segundo eles, a falta de uma resposta demonstra descaso da administração da cidade com a comunidade rural.

A reportagem de A Gazeta entrou em contato com a Prefeitura de Pancas, que não respondeu os questionamentos, mas publicou um comunicado nas redes sociais dizendo que a administração municipal segue trabalhando dentro do planejamento da Secretaria de Obras. O texto diz que o órgão considera demandas existentes em diversas comunidades, as condições climáticas e a capacidade operacional das equipes.

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