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Região dos Vales e do Café

Central Sul: uma região repleta de segredos escondidos

A primeira vista ninguém percebe, mas a região tem muita beleza natural pouco explorada

Publicado em 02 de Setembro de 2020 às 16:25

Redação de A Gazeta

Publicado em 

02 set 2020 às 16:25
Foto Belezas do Sul
Sítio Pé de Serra Crédito: Diana Facini
A Região Central Sul é a que tem o maior número de habitantes de todo Sul do Estado. É composta por oito cidades: Castelo, Vargem Alta, Jerônimo Monteiro, Muqui, Atílio Vivácqua, Mimoso do Sul, Apiacá e Cachoeiro de Itapemirim. A última cidade tem 60% de toda população. A primeira vista, esta não parece ser uma região muito turística, mas esconde locais ainda pouco explorados.
Um desses locais é a cidade de Muqui, que detém o maior conjunto arquitetônico preservado do Espírito Santo, são cerca de 220 casarões, além do tradicional encontro de Folia de Reis e da cultura do Boi Pintadinho. Foi nesse paraíso que a Diana Facini, resolveu morar a cinco anos quando deixou Cachoeiro e montou uma hospedagem, na localidade de Serra Morubia.
Foto Belezas do Sul
Área com lago do Sítio Pé de Serra Crédito: Diana Facini
“Muqui é uma cidade calma e tem a ver com nosso perfil. Há um ano resolvemos fazer do nosso sítio um empreendimento. Temos hospedagem no estilo cama e café, almoço com carne de porco e galinha caipira. Também servimos um café colonial para quem vem passar à tarde. Temos jantares temáticos com um chef de cozinha da Paraíba que está aqui neste período de pandemia”, explica Diana. E o estilo de atendimento dela, cresceu nessa pandemia.
Como é um sítio que tem apenas duas suítes, a empreendedora optou por atender apenas uma família por vez para evitar aglomeração. “Faço um trabalho personalizado, com isso as pessoas podem ficar à vontade, com cuidados que o momento pede”, revela Diana.
Reviver o passado!
Do campo para a cidade, mas sem perder o clima bucólico. É o que o oferece a hospedagem do Ériton Berçaco. Fica no centro de Muqui e o local é um dos casarões antigos. Recebe os hóspedes no sistema de cama-café e o local é todo preservado.
“Hospedar-se aqui é poder dormir em camas de época, ouvir o som do vinil enquanto se aprecia um vinho. É dar um passeio pela casa para ver as pinturas feitas nas paredes pelo pintor italiano Monty; é perceber os entalhes de portas e janelas em formato de coração, um diálogo belo com o estilo art nouveau.”, conta Ériton.
Foto Belezas do Sul
Área de restaurante do sítio, localizado em Muqui Crédito: Diana Facini
No café da manhã, produtos da agricultura familiar locais vão para a mesa, manteigas, geleias, pães, bolos e o café produzido na cidade. Por causa da pandemia, ainda não voltou a receber hóspedes, mas Ériton acredita que a tendência pós-pandemia é o turismo local.
“Conhecer cidades vizinhas. Essa oportunidade de ir para o interior do Estado, ficar no interior de uma casa histórica, acolhedora, é também um passeio afetivo para o interior de nós mesmos”, disse.
Cachoeiro, a pérola capixaba!
Margeada por montanhas de mármore e granito está a maior cidade do Sul do Estado: Cachoeiro de Itapemirim. No centro, em meio à movimentação cotidiana estão locais preservados pelo tempo, como a casa do cantor Roberto Carlos, o Museu Ferroviário, e a casa onde nasceram os irmãos Rubens e Newton Braga.
Saindo do centro e indo para o interior nos deparamos com locais como Burarama, é uma região de colonização italiana, de natureza bela e encontramos as Cachaças Floresta e Burarama; cervejas artesanais; açudes e cachoeiras. Além dos atrativos naturais, há o Ponto de Memória Meninas Bordadeiras de Burarama, projeto social que ensina bordados e outras artes manuais a adolescentes e senhoras da comunidade.
Localizada a 37 km do Centro de Cachoeiro, a Comunidade Quilombola de Monte Alegre foi formada no final do séc. XIX. Os visitantes têm a oportunidade de imergir na cultura e na história da comunidade, por meio de apresentações de capoeira, dança afro, caxambu e contação de histórias. Café da manhã e almoço são servidos no restaurante Cozinha da Senzala.

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