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LGBT

Griezmann é capa de revista gay e afirma que homofobia é crime

O atacante francês pede o fim de cânticos homofóbicos dentro dos estádios

Publicado em 22 de Maio de 2019 às 18:12

Publicado em 

22 mai 2019 às 18:12
O atacante Antoine Griezmann, 28, estampa neste mês a capa da principal revista destinada ao público LGBT na França, a "Têtu Magazine". Em entrevista ao veículo, divulgada nesta quarta-feira (22), o jogador deu fortes declarações contra a homofobia no futebol.
"Já chega. A homofobia não é uma opinião, é um crime. E, agora, se um jogador disser palavras homofóbicas no campo de jogo, acho que eu pararia a partida. Isso precisa mudar", afirmou o francês.
Campeão do mundo com a França na Copa de 2018, Griezmann disse, ainda, que é preciso encorajar os atletas homossexuais a assumirem a sua orientação publicamente.
"Se um jogador gay deseja anunciar que é homossexual, talvez não terá todos os jogadores da seleção francesa a seu lado, mas eu estarei."
O também atacante francês Giroud endossa a opinião de Griezmann. "É complicado, mas é assim. Eu entendo a dor e a dificuldade dos caras que assumem, é um teste real depois de anos." 
Nesta semana, o goleiro sul-africano Phuti Lekoloane contou à Folha de S.Paulo sobre o preconceito que sofre por ter assumido a sua homossexualidade.
"Na escola, em casa, na minha comunidade. Eu era sempre ofendido e rejeitado de muitas formas. Sempre foi assim."
De saída do Atlético de Madrid e em negociação com o Barcelona, segundo jornal espanhol "Marca", Griezmann defende que é preciso um trabalho em conjunto no futebol para combater a homofobia.
"Os dirigentes dos clubes, da federação francesa de futebol e da liga também devem levar esse tema a sério. O futebol é um esporte bonito. Não pode ter essa imagem homofóbica", afirmou. "Nesses tempos, isso é inaceitável. Acabamos todos pagando por esta agressividade."
O jogador finalizou dizendo que a sociedade também tem de agir. "Cabe a nós, os pais, educar nossos filhos para que cresçam em um mundo menos homofóbico e menos sexista."

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