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GUIMARÃES ROSA

Instituto de promoção da cultura brasileira terá sedes em 5 cidades

Centros no exterior também vão ensinar a língua portuguesa em sua vertente brasileira

Publicado em 22 de Maio de 2019 às 21:58

Publicado em 

22 mai 2019 às 21:58
Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, em Brasília Crédito: Reprodução/Divulgação
Foi batizado de Guimarães Rosa o instituto de divulgação da cultura brasileira no exterior criado pelo Itamaraty e inspirado em órgãos semelhantes como a Aliança Francesa, da França, e o Goethe, alemão.
O instituto, cujo nome homenageia o autor do clássico da literatura brasileira "Grande Sertão: Veredas" (1956), terá unidades em cinco cidades, de acordo com o Itamaraty: Nova York, Londres, Tel Aviv, Luanda e Lima. O Itamaraty não confirma quando o instituto entrará em operação.
Além de promover a cultura nacional no exterior, o centro também vai ensinar a língua portuguesa em sua vertente brasileira. Conforme adiantou a Folha de S.Paulo, a ideia é fortalecer o soft power do país, ou seja, a capacidade de uma nação de influenciar outras sem recorrer à força.
Inicialmente, o órgão seria chamado de Instituto José Bonifácio, em homenagem ao patrono da independência do Brasil. Mas o nome já é usado por outra instituição.
O ministério vai aproveitar a rede de 24 centros culturais do Brasil no exterior, que são responsáveis pela aplicação do Celpe-Bras -certificado de proficiência em língua portuguesa. O objetivo é que o instituto tenha autonomia financeira, sustentando-se com a receita de cursos.
O mineiro Guimarães Rosa (Cordisburgo, 1908) é um dos principais escritores brasileiros do século 20. Graduado em Medicina, exerceu a profissão por poucos anos, até prestar concurso para o Ministério das Relações Exteriores.
Serviu no consulado brasileiro em Hamburgo, na Alemanha, onde ajudou judeus perseguidos pelos nazistas a fugirem para o Brasil. Também trabalhou em Bogotá e Paris.
Guimarães Rosa publicou oito obras, quase todas ambientadas no sertão. Em "Grande Sertão: Veredas", que acaba de ganhar nova edição, o cenário sertanejo é um espaço onde se desenrolariam dramas universais do homem. O livro também é conhecido pelo emprego de neologismos.
O escritor morreu em 1967, no Rio de Janeiro, três dias após entrar para a Academia Brasileira de Letras.

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