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Espetáculo

Humor e homenagem em 'Lisa, Liza e Eu', com Simone Gutierrez

'Lisa, Liza e Eu' conta a história de uma atriz que sonha em ser como Liza Minnelli

Publicado em 30 de Julho de 2018 às 18:06

Redação de A Gazeta

Publicado em 

30 jul 2018 às 18:06
Simone Gutierrez dá vida à personagem Lisa, que sonha em ser atriz e fazer sucesso como Liza Minnelli Crédito: Edson Lopes Jr./Divulgação
Lisa é uma atriz em busca de notoriedade, fã de carteirinha de Liza Minnelli, um ícone dos musicais da Broadway. Nessa busca pela fama, comete furos, descobre facetas e mostra que, na verdade, não tem muito equilíbro para ser uma atriz de sucesso, menos ainda algo que se compare a Minnelli. Contando melhor esta história, Simone Gutierrez sobe ao palco do Teatro da Ufes, em Vitória, no próximo final de semana, apresentando “Lisa, Liza e Eu”, um monólogo musical cômico.
Além do humor, Simone traz releituras de grandes sucessos que marcaram a carreira da atriz da Broadway, uma justa homenagem. Em entrevista ao C2, a atriz paulista falou sobre o desafio de fazer um monólogo, sobre sua relação com o trabalho de Minnelli e sobre a carreira. Confira:
Fazer um monólogo é um desafio maior?
Com certeza! Na verdade, somos eu e um pianista em cena. Por conta disso, o espetáculo fica um pouco mais tranquilo para mim. Mas ficar sozinha, você e o palco, é um desafio muito maior. Não temos para onde correr, ao mesmo tempo que está tudo na minha mão. Se eu errar, improviso, dou um jeito.
E você já era fã da Liza Minnelli? Como era sua relação com a obra de Liza?
Me identifico muito com ela, porque a Liza é como eu: muito visceral em tudo o que faz. Ela gosta da coisa que vem da alma. Me identifiquei muito com isso e com o repertório também, que é muito difícil de cantar. Detesto coisas fáceis. Tenho muito essa coisa de leonina (risos). O primeiro contato que tive com o trabalho dela foi através dos musicais. Se você estuda musicais e não sabe quem é Liza, simplesmente não estudou. Meu primeiro contato foi com “Cabaret”.
Quando decidiu homenagear Liza?
Quando terminei um espetáculo recente, chamado “Tudo é Jazz”, todo mundo dizia que eu estava a cara dela, que eu tinha que fazer um show e eu fiquei com aquilo na cabeça. Já me inspirava na Liza, tinha semelhanças físicas... resolvi colocar em prática.
Como encarou a tarefa de dar vida a um texto que é de comédia, mas também homenageia esse ícone?
A história é de uma atriz que tem o sonho de ser como a Liza, né, mas ela não tem condições de ser qualquer coisa, quem dirá Liza Minnelli (risos). Ela é meio sem noção. E aí a grande homenagem vem quando eu canto. Mas aí canto como Simone Gutierrez, contando a história da estrela e cantando as músicas. São obras que fizeram parte da minha vida e do meu repertório. No final do espetáculo, falo um pouco da vida de ator, do quanto é difícil. Explico os percalços que enfrentamos quando decidimos fazer o que amamos.
Você tem experiência na TV, no cinema, já vivenciou tudo. A relação com o teatro é especial?
Sem dúvida! Eu sou do teatro, eu amo teatro. Foi por ter feito teatro que me chamaram para fazer coisas na TV. Sempre que estava fazendo algo no teatro, me chamavam para TV. O teatro é mais livre, você tem a resposta imediata do público. Quem gosta bate palma, quem não gosta vaia. A repercussão da TV é muito maior, o alcance é maior, até porque nem sempre todo mundo tem condições de ir ao teatro. Mas eu sinto falta quando não estou em cartaz com alguma coisa. Nem é questão de preferência, porque quando estou atuando, estou ali botando meu trabalho em prática. Mas para mim o teatro dá aquele friozinho na barriga.
Você ficou muito parecida com a Liza para este espetáculo. O trabalho para chegar a esse ponto foi mais complexo?
O texto brinca com isso, até. Porque a Lisa questiona a mãe, diz que se o nome fosse com Z, ela atingiria a fama. Aí a personagem vai numa taróloga, numa mãe de santo, faz várias coisas para tentar chegar a ser uma grande estrela (risos). Quando a gente é ator, rala para caramba. Faz curso, se joga em teste, nem sempre é bem sucedido. A gente fala dessas dificuldades no espetáculo de uma maneira leve e engraçada. No fim, estamos brincando com isso, com o fato de um dia ter duas pessoas apenas na plateia, e no outro fazer um espetáculo para milhares de pessoas.
Lisa, Liza e Eu
Quando: Sexta (3), às 21h. Sábado (4), às 21h. Domingo (5), às 18h.
Onde: Teatro Universitário. Avenida Fernando Ferrari, 514, Goiabeiras, Vitória.
Ingressos: R$ 40 (inteira/térreo), R$ 20 (meia/térreo), R$ 20 (inteira/mezanino), R$ 10 (meia/mezanino). À venda no site Tudus.com.br ou na bilheteria do teatro, das 15h às 20h.
Informações: (27) 3029-2765.
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