Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Havia sido vetada

Exposição 'Queermuseu' é confirmada no Parque Lage em junho no Rio

A mostra havia sido vetada pela Prefeitura do Rio de Janeiro por ser considerada imoral por movimentos conservadores

Publicado em 28 de Março de 2018 às 12:49

Redação de A Gazeta

Publicado em 

28 mar 2018 às 12:49
Obra de Bia Leite, que fazem parte do "Queermuseu" Crédito: Reprodução
A Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage, no Rio, já conseguiu arrecadar mais do que o valor necessário para montar a exposição Queermuseu: Cartografias da Diferença na Arte Brasileira - confirmada nesta terça-feira (27) para a segunda quinzena de junho.
No ano passado, a mostra, que tem obras de artistas brasileiros seminais, como Candido Portinari, Alberto Guignard, Lygia Clark e Adriana Varejão, foi cancelada pelo Santander Cultural, em Porto Alegre, e vetada pela prefeitura carioca no Museu de Arte do Rio (MAR), por ser considerada imoral por movimentos conservadores.
A EAV lançou uma vaquinha virtual no dia 31 de janeiro, para amealhar R$ 690 mil até o fim de março. Com mais de 1.400 doadores, o 'crowdfunding' alcançou R$ 802.941 nesses 58 dias.
Com o leilão de obras de arte realizado na escola no dia último dia 15, o montante chegou a R$ 900 mil, e a meta agora passou a ser R$ 1 milhão. O valor a mais será aplicado no ciclo paralelo de debates sobre temas ligados à diversidade sexual e no programa educativo da instituição.
"A campanha abrangeu um público muito variado: tivemos doações de R$ 20 a R$ 10 mil. A população se engajou porque a censura é contra todos", celebrou o diretor da EAV, Fabio Szwarcwald. "A comunidade artística se sensibilizou muito com a causa. Para o leilão tivemos as obras de 83 artistas". Foram vendidas 55 peças, de nomes como José Bechara, Raul Mourão e Neville d'Almeida, e Caetano Veloso fez um show.
Os recursos serão usados na reforma das Cavalariças, espaço do Parque Lage que servirá à mostra, de curadoria de Gaudêncio Fidelis, e na operação e montagem das 263 obras, de 85 artistas.
Não está descartada a possibilidade de a mostra ter classificação indicativa. No ano passado, à época do cancelamento pelo Santander e o veto unilateral do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB) - bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus -, a mostra foi acusada de "promover a zoofilia e a pedofilia", e tachada de imprópria para menores.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Vaga para cozinheiro nas agências do Sine
ES tem mais de 5.420 vagas de emprego nesta terça-feira (3)
O espaço terá capacidade para 83 bicicletas elétricas, sendo quatro vagas reservadas para atendimento prioritário
Vila Velha ganha estacionamento para bikes elétricas na orla da Praia da Costa
Plenário do Senado Federal
PEC da Segurança amplia papel federal na área e governo Lula planeja novo ministério

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.