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Estética retrô em alta!

Big Up resgata Rio dos anos 1950 em canção de amor com Melim

Artistas exaltaram a estética retrô da cidade da bossa nova para embalarem “Pequena”, música que fala de amor, com mescla de reggae e pop, e faz parte do primeiro EP do trio pela Universal Music

Publicado em 18 de Maio de 2021 às 09:49

Pedro Permuy

Publicado em 

18 mai 2021 às 09:49
"Pequena": Big Up lança música com Melím sobre amor e resgata Rio dos anos 1950 Crédito: Steff Lima
Comemorando assinatura de contrato com a Universal Music, o Big Up inicia nova etapa na carreira com uma ótima parceria. O trio se juntou ao Melim para lançar "Pequena", canção que chega com videoclipe que resgata a estética dos anos 1950, assim como Anitta fez com "Girl From Rio". A diferença está no som, que mescla o reggae com pop.
"Os anos 1950 são um período em que temos muita coisa boa. É uma beleza externa. Hoje temos o digital muito forte e naquela época as belezas estavam na rua, fora. A gente viveu muito a estética dos anos 90 e acho que agora a gente está buscando ainda mais atrás essas referências"
Gabriel Geraissati - Músico
Em “Pequena”, no entanto, a estética não quis dizer nada além do que uma exaltação à era da bossa nova, como o próprio Gabriel Geraissati, músico da Big Up, conta à Gazeta: "Tem uma frase do (Carlinhos) Brown que fala que a saída para o futuro está sempre no passado. A gente tem essa ligação com as coisas do passado. A gente não pode ouvir músicas do futuro (risos), mas a gente tem essa ligação muito forte com as coisas do passado".
Já a sonoridade foi uma novidade que a banda decidiu explorar. E quando compartilharam com os Melim, perceberam que o pop cairia muito bem para o ritmo que queriam estrear.
"Acho que a música tinha muito a ver com a gente", fala Rodrigo Melim. E completa: "A gente adorou receber o convite e o grupo é bem criterioso para escolher essas parcerias".
Mas segundo Rodrigo, tudo foi "amor à primeira ouvida": "Não somos acostumados a gravar músicas de outras pessoas, mas nós quisemos participar na mesma hora. Se não me engano, é uma das músicas mais pops do Big Up e ficou perfeito o casamento. Acho que a galera vai entender o porquê da parceria, assim que ouvir à canção".
Voltando a falar da nova fase, além da nova música, o Big Up apresenta o primeiro EP pela nova gravadora. Por coincidência, o nome do trabalho é "Muda" e conta com cinco faixas.
Durante o bate-papo, Big Up - formado por Lucas Pierro, Gabriel Geraissati e Ras Grilo -  e Melim - dos irmãos Rodrigo, Gabriela e Diogo Melim -  ainda falam sobre o resultado da mescla de gêneros e novos sons.
"Pequena": Big Up lança música com Melím sobre amor e resgata Rio dos anos 1950 Crédito: Steff Lima

Como foi o processo de produção da música e do clipe de 'Pequena'?

Gabriel – Quem assina a produção é a galera da Red Mídia, que gostamos muito. É uma música que fizemos com o maior carinho e ficamos felizes de ter a Melim com a gente. O clipe foi feito no Rio de Janeiro, em Santa Tereza. Procuramos uma locação que ligasse à estética do início dos anos 50, da bossa nova, pois sentimos nessa música algumas coisa similares: a voz do Pierro bem grave, o BPM mais para trás, algumas coisas que tinham a ver com esse momento passado da bossa nova. Resolvemos retratar isso no clipe e ficamos muito felizes com todo o resultado final.

E como vocês receberam o resultado final do produto?

Gabriel – Ficamos felizões. A estética ficou exatamente como queríamos. A galera do Melim também foi excepcional. Abrilhantou a música, trouxe o clipe para outro patamar.

A música traz, primeiro, uma mistura muito agradável do ritmo das duas bandas, a gente percebe bem isso, e também influências visuais de um Rio retrô. Existe alguma mensagem por trás disso ou são só elementos musicais e estéticos que optaram usar?

Gabriel – Foi só musical e estética mesmo. Não tem nenhum outro campo que a gente quis explorar, nada tem a ver, nada político, nem nada assim.

A gente viu recentemente a Anitta lançando 'Girl From Rio', que traz também essa estética de um Rio de Janeiro dos anos 1950. Há um movimento de resgate dessa era?

Gabriel – Tem uma frase do Brown que fala que a saída para o futuro está sempre no passado. A gente tem essa ligação muito forte com as coisas do passado.

Pierro – Completando... Acho que pode haver esse resgate. Querendo ou não, é um retrato do que é o Brasil. É um dos cartões postais, essa estética do Rio anos 50... Essa coisa retrô é algo que, de tempo em tempo, vai aparecer.

Aliás, musicalmente falando, há uma mescla muito interessante de uma batida de reggae com o pop, que é inerente ao Melim. Como foi fazer essa concepção dupla da harmonia da canção?

Gabriel – A gente tinha dois caminhos para seguir: ou modulava no meio - mudava o tom para caber -, ou baixava o tom para o Pierro cantar bem grave, Rodrigo e todo mundo. A Gabi conseguir fazer a voz dela brilhar bastante. Acho que a estética já tinha a ver.

Rodrigo Melim – Acho que a música tinha super a ver com a gente. Adoramos receber o convite, e somos bem criteriosos. Não somos acostumados a gravar músicas de outras pessoas, mas nós quisemos participar na mesma hora. Se não me engano, é uma das músicas mais pops do Big Up e ficou perfeito o casamento. Acho que a galera vai entender o porquê da parceria.

Perceberam essa mudança de ritmos, por exemplo, na prática?

Gabriel – A música era uma e quando vocês, do Melim, chegaram, virou outra. Deixou a música com outra cara. O Rodrigo também teve uma participação muito forte na parte técnica. A gente refez a mixagem várias vezes até chegar a essa estética.

Melím também teve essa percepção?

Rodrigo – As primeiras mixagens estavam mais eletrônicas, também. Se fosse uma mix só nossa, a gente subiria mais o violão e tal. Demos um destaque orgânico muito bom, achamos a temperatura muito boa. A Gabi está bem presente, porque está fazendo a oitava mais aguda da música, então acaba que tem o brilho da participação dela. Tudo foi um equilíbrio de vozes que a gente costuma fazer

Gabi Melím – E como é um dueto, eu também fui bem fiel à melodia dele. Tem que ficar tudo bem casado para ficar bonito. Quando recebi a voz dele pura, achei bem bonito. Essa junção ficou bem perfeita. Quando a gente faz o lance das oitavas, tem que ter um casamento bem perfeito para ficar legal.  
"Esse casamento de Big Up e Melim foi muito bom. E o resultado está nessa música. Ficou perfeito mesmo porque conseguimos trazer a malandragem, a doçura, o pop, o reggae, essa energia "
Lucas Pierro - Músico

Então o casamento deu certo, mesmo, né (risos)?

Rodrigo – Sim. E essa mistura no clipe também ficou muito legal. Trouxe o retrô, caracterizou muito o Rio... Era algo que eu queria trazer um pouco mais para a gente. A gente conseguiu colocar todo mundo que participou do clipe de forma leve e natural

E quem é ou o que é "Pequena", de que tanto falam na música?

Pierro – Acho que 'Pequena' é o amor que você tem ao próximo, é aquilo que você ama. No caso dessa história, é uma história de amor. Pode ser sua filha, sua mãe, sua namorada, a pessoa que você gosta. Não é exatamente alguém ou alguma coisa. Podem ser muitas pessoas. É sutil e é natural. Um jeito carinhoso de chamar

E a recepção, até agora, como está? E a expectativa?

Pierro – A galera já está cantando o trecho que a gente postou de divulgação, a expectativa está boa... Até o momento, estou adorando a repercussão, a vibração da galera.

O Big Up está com o EP 'Muda', que vai trazer participações de vários gêneros que, nem sempre, vocês estão acostumados. É uma nova proposta da banda ou é só parte desse EP especificamente?

Gabriel – São cinco músicas o EP. 'Deixa Fluir' a gente já lançou, aí tem essa de agora. O EP transita por vários ritmos. Para se ter uma ideia, temos ouvido muita música africana. Somos de São Paulo, então exploramos muito o rap com coisas menos melodiosas. "Pequena" é outra ponta do EP, que tem outras cores e sonoridades.

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