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Opinião da GAZETA

Promoção de filho de Mourão no Banco do Brasil é inadequada

Mais do que nunca, vale a máxima no governo Bolsonaro: "À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta"

Publicado em 09 de Janeiro de 2019 às 00:59

Públicado em 

09 jan 2019 às 00:59

Colunista

Presidente Jair Bolsonaro e o vice-presidente Hamilton Mourão exibem uma bandeira nacional durante discurso no parlatório do Palácio do Planalto. Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A ascensão do filho do vice-presidente Hamilton Mourão ao cargo de assessor especial da presidência do Banco do Brasil é inadequada. Mesmo que Antonio Hamilton Rossell Mourão seja um funcionário de carreira da instituição, o salto para um cargo com salário estimado em R$ 36 mil dias depois de o seu pai tomar posse pode sugerir que ainda há espaço para os “amigos do rei”, ao contrário do que enfatizaram tanto o presidente Jair Bolsonaro quanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, na véspera, por ocasião da posse dos presidentes da Caixa, do BNDES e do Banco do Brasil.
Membros de um governo que se elegeu prometendo combater a corrupção e os privilégios têm de dar o exemplo. Mesmo que o filho de Mourão tenha de fato méritos para ocupar o cargo, como defendeu o pai. Mais do que nunca, vale a máxima: “À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”.
 

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